<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141</id><updated>2012-01-28T03:18:35.446-08:00</updated><category term='**Gastronomia'/><category term='****Portugal'/><category term='*** São Paulo'/><category term='*Che Guevara'/><category term='***Rio Grande do Sul'/><category term='2009'/><category term='*** Socorro/SP'/><category term='2011'/><category term='***Araxá (MG)'/><category term='* Gremar'/><category term='*** São Luís'/><category term='* Meio ambiente'/><category term='**Wanda'/><category term='2010'/><category term='*****América do Sul'/><category term='**Caminhada'/><category term='*** Pantanal'/><category term='&apos; Resenhas'/><category term='***San Ignacio Mini'/><category term='*** Guarujá'/><category term='**Comportamento'/><category term='*** Foz do Iguaçu'/><category term='*****Europa'/><category term='2012'/><category term='**Projeto Missões'/><category term='***Espírito Santo'/><category term='**História'/><category term='**Funcho'/><category term='&apos; Livros'/><category term='*** Maranhão'/><category term='* Sesc Porto Cerrrado'/><category term='****Argentina'/><category term='***Ilha da Madeira'/><category term='&apos; Teoria sobre Narrativas de Viagem'/><category term='**Artesanato'/><category term='***Sao Miguel das Missões'/><category term='****Paraguai'/><category term='**** Itália'/><category term='**** Brasil'/><category term='***Posadas'/><category term='**Parques'/><category term='*** Mato Grosso'/><category term='&apos; Eventos'/><category term='**Flora'/><category term='***Funchal'/><category term='**Enologia'/><category term='** Esportes Radicais'/><category term='*** Sardenha'/><title type='text'>Narrativas de Viagem</title><subtitle type='html'>O objetivo deste blog é o de compartilhar experimentações textuais      feitas pela autora em diferentes gêneros, como narrativas de viagem, memórias, perfis, biografias e ensaios pessoais</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>34</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-8597677812909383467</id><published>2012-01-26T14:46:00.000-08:00</published><updated>2012-01-28T03:18:35.456-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2012'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&apos; Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&apos; Livros'/><title type='text'>Mama África na visão de Karen Blixen</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-9v3rRTusA-4/TyHNtbeSOZI/AAAAAAAAANI/sNNkROdGruw/s1600/A+fazenda+africana.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-9v3rRTusA-4/TyHNtbeSOZI/AAAAAAAAANI/sNNkROdGruw/s1600/A+fazenda+africana.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Confesso que não me apaixonei&amp;nbsp;quando vi&amp;nbsp;o filme &lt;em&gt;Entre Dois Amores, &lt;/em&gt;de Sydney Pollack (1985), mesmo que ele tivesse atores do quilate de Meryl Streep, Robert Redfor e Klaus Maria Brandauer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do pouco que me lembro, tratava-se da história de uma baronesa dinamarquesa entediada, seu marido -- um aristocrata dinamarquês caladão pouco afeito a pegar no pesado e fã&amp;nbsp;de safaris -- e o amante deka -- um aristocrata inglês comedido nas&amp;nbsp;palavras pouco afeito a pegar no pesado e fã de safaris. A trama da europeia que tinha de assumir a coordenação da lida na fazenda tinha como pano de fundo as fantásticas paisagens quenianas, daquelas que os olhos alcançam tão longe que dá a sensação de se estar no próximo do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, me apaixonei perdidamente pelo livro que deu origem à película, publicado pela&amp;nbsp;dinamarquesa Karen Blixen (1885-1962) em 1937.&amp;nbsp;A obra, felizmente, não se limita à trama amorosa entre a escritora, seu marido -- o barão sueco Bror von&amp;nbsp;Blixen-Finecke, de quem se divorciou em 1925 --, e seu amante, o piloto do exército britânico e caçador profissional Denys Finch Hatton, com quem viveu de 1926 até a morte dele num acidente aéreo, em&amp;nbsp;1931.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário. Se não me falha a memória, o nome de Bror sequer é citado pela autora, mais conhecida pelo pseudônimo de Isak Dinesen. Já os últimos dias de Finch Hatton ganham um ótimo capítulo no livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se revela diante de nossos olhos é, antes, um relato antropológico amoroso e arguto sobre os quicuios, os massais e os somalis, isto é, os povos nativos, mas também sobre&amp;nbsp;os europeus que lá estão. O ponto de vista da autora, felizmente, não é o&amp;nbsp;eurocêntrico, mas, antes, uma tentativa aberta de comprender&amp;nbsp;as diferentes formas de ver o mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só isto já valeria a leitura. Mas há mais. Blixen escreve muito, muito bem. Compartilho um dos trechos que mais me encantaram no qual, sem mencionar a morte&amp;nbsp;da cultura que ocorria diante de&amp;nbsp;seus olhos, ela&amp;nbsp;faz justamente esta reflexão simbólica ao relatar o funeral de um chefe quicuio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left" class="MsoSubtitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt 2cm; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; mso-bidi-font-style: italic; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Tradicionalmente, os quicuios não enterram seus mortos e preferem deixá-los sobre o solo, para que sejam devorados pelas hienas e pelos abutres. Tal costume sempre me encantara, pois imaginava que seria muito agradável ser colocada sob o sol e as estrelas e, depois, ter os ossos completamente descarnados e limpos com rapidez e precisão. Era um modo de nos fundirmos na natureza e virarmos mais um dos elementos comuns de uma paisagem. (...)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left" class="MsoSubtitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt 2cm; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; mso-bidi-font-style: italic; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Kinanjui, porém, (...) seria sepultado. Achei que os quicuios haviam concordado em abrir uma exceção à sua regra pelo fato de o morto ter sido chefe. Talvez estivessem preparando, para a ocasião, uma grande reunião ou cerimônia tradicional. (...)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left" class="MsoSubtitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt 2cm; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; mso-bidi-font-style: italic; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;No entanto, o funeral de Kinanjui foi uma cerimônia completamente européia e eclesiástica. Ela contou com a presença de representantes do governo, com o comissário distrital e duas autoridades vindas de Nairóbi. Mas o dia e o local foram dominados por religiosos, e a planície, sob o sol vespertino, ficou pontilhada com suas vestes escuras. (...)&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Se a intenção (...) era impressionar os quicuios com o sentimento de que ali haviam conquistado o falecido chefe, elas foram bem-sucedidas. (...) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left" class="MsoSubtitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt 2cm; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; mso-bidi-font-style: italic; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;O corpo de Kinanjui foi trazido da missão numa camionete, e colocado ao lado da sepultura. Não creio que, em toda a minha vida, eu tenha ficado mais decepcionada e chocada do que no momento em que o vi. Ele fora um homem corpulento, e eu me lembrava dele tal como o vira tantas vezes (...). Mas o caixão onde fora colocado era quase uma caixa quadrada, que certamente não media mais do que um metro e meio. (...) como será que haviam conseguido enfiar Kinanjui ali e como estava acomodado? (BLIXEN, 2005, p. 383-384). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tradução de Cláudio Marcondes, felizmente, faz juz à obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Avaliação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***** Leitura  Altamente Recomendável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título&lt;/strong&gt;: A Fazenda Africana&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Karen Blixen&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tradução&lt;/strong&gt;: Cláudio Marcondes&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Formato&lt;/strong&gt;: 227 x 164 x 28 mm;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Páginas&lt;/strong&gt;:&amp;nbsp; 448&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Editora&lt;/strong&gt;: Cosac Naify&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-8597677812909383467?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/8597677812909383467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2012/01/mama-africa-na-visao-de-karen-blixen.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/8597677812909383467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/8597677812909383467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2012/01/mama-africa-na-visao-de-karen-blixen.html' title='Mama África na visão de Karen Blixen'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-9v3rRTusA-4/TyHNtbeSOZI/AAAAAAAAANI/sNNkROdGruw/s72-c/A+fazenda+africana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-3917585401679366243</id><published>2011-08-31T16:17:00.000-07:00</published><updated>2011-09-02T07:47:19.888-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&apos; Teoria sobre Narrativas de Viagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&apos; Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&apos; Livros'/><title type='text'>Em Trânsito: um ensaio sobre narrativas de viagem</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rRMyv_wWE60/Tl664xW9ezI/AAAAAAAAANE/Madydjb5LSo/s1600/Em+tr%25C3%25A2nsito.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-rRMyv_wWE60/Tl664xW9ezI/AAAAAAAAANE/Madydjb5LSo/s1600/Em+tr%25C3%25A2nsito.bmp" xaa="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;Em Trânsito:&lt;/em&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;um ensaio sobre narrativas de viagem, é o mais novo livro do jornalista gaúcho Renato Modernell.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor é a prova viva do trânsito literário. Já fez ficção, como&amp;nbsp;&lt;em&gt;Viagem ao Pavio da Vela&lt;/em&gt; (Record), entre outros, e também atuou no jornalismo,&amp;nbsp;como&amp;nbsp;editor de publicações de viagem, caso da Revista &lt;em&gt;Terra&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos, passou a escrever literatura, em suas palavras, em&amp;nbsp;doses cada vez mais homeopáticas, e a dedicar-se prioritariamente&amp;nbsp;ao ensino (é docente da Universidade Mackenzie) e à pesquisa. A presente obra, por exemplo, é sua tese de doutorado, defendida pela mesma instituição, agora disponibilizada no formato livro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Neste lançamento, o autor transita pela literatura e pelo jornalismo por meio de três viajantes que relataram suas observações e impressões em livros: um&amp;nbsp;jornalista, o&amp;nbsp;americano Nick Tosches, e dois italianos, o escritor&amp;nbsp;Antonio Tabucchi e o jornalista&amp;nbsp;Tiziano Terzani. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prefácio da obra, que pode ser lido abaixo, cedido gentilmente por&amp;nbsp;Modernell, é escrito pelo professor Edvaldo Pereira Lima, ex-docente do programa de pós-graduação da Universidade de São Paulo. Lima é um dos pioneiros no país dos estudos de Jornalismo Literário,&amp;nbsp;modalidade jornalística que tem nas narrativas de viagem um de seus gêneros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena a leitura da obra, inserida num segmento onde são poucas as reflexões teóricas sobre as narrativas de viagem. Aliás,&amp;nbsp;um gênero que, como pontua Lima, é&amp;nbsp;tão adequado e aberto à quem deseja ler e praticar narrativas de qualidade.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Monica Martinez&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Avaliação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**** Leitura Recomendável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título&lt;/strong&gt;: Em Trânsito:&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;um ensaio sobre narrativas de viagem&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Renato Modernell&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Formato&lt;/strong&gt;:&amp;nbsp;14 x 21 cm&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Páginas&lt;/strong&gt;: 165&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Editora&lt;/strong&gt;: Mackenzie&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Onde comprar&lt;/strong&gt;: na Livraria Mackenzie (campus Higienópolis/SP) ou por pedido direto ao distribuidor (tel. 11 3207 7099 e 0800 014 1963 ou e-mail &lt;a href="mailto:cep@cep.org.br"&gt;cep@cep.org.br&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Prefácio&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Viagens, textos, interfaces, &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;por Edvaldo Pereira Lima&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As viagens têm um valor arquetípico. Especialmente as mais ousadas, para lugares distantes, de caráter exploratório. São uma força que move homens e mulheres de todos os tempos e de todas as partes a saírem da zona de conforto para se arriscarem na experiência do diferente, do estranho, do novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajantes desse quilate são movidos mais do que pela simples curiosidade. São impelidos por um movimento psíquico, profundo, que fazem um Richard Burton arriscar-se à degola, explorando sob disfarce a Meca reservada exclusivamente aos muçulmanos em peregrinação, proibidíssima aos infiéis. Que fazem um Amyr Klink abandonar o quase paraíso tropical de Parati para colocar a pele à dura prova nas geladíssimas águas solitárias da Antártica. Suas histórias são impulsionadas pelo motor interno da expansão da consciência, que alarga o alcance da nossa noção de quem somos, de quem é o outro, do que é o mundo, do que compõe esse oceano de diversidades de múltiplos níveis e dimensões onde estamos inexoravelmente imersos, como partículas supostamente inteligentes do grande mistério da existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso as viagens ocupam um lugar tão privilegiado no imaginário de todos os povos. De todas as épocas. Por isso a origem e a força das narrativas de viagens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem é jornada. E a jornada é do herói. Há intensidade dramática, provas e desafios, no deslocamento do herói pelos seus mapas de aventura, o risco de aniquilamento pairando no ar como possibilidade remota ou probabilidade plausível. Cabe ao herói responder à demanda do seu santo graal particular no nível que lhe compete, sendo a jornada suprema a realização definitiva do seu Self, talvez, a reorganização da psique em torno do seu Eu transcendente, o ego domesticado ao seu papel importante, mas secundário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a promessa camuflada, discretamente escondida nas dobras visíveis ou não das narrativas de viagens. O fascínio por elas começou há muito. Está nos livros sagrados. Moisés conduz seu povo pelo deserto e pelas águas abertas do mar, rumo à Terra Prometida (Bíblia). Está nas mitologias. Ulisses parte para a viagem épica de retorno ao lar, em Ítaca, dez anos de aventuras, depois dos não menos longos dez anos da guerra de Tróia (Odisséia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Configurou-se como elemento cultural mais mundano, talvez, com a história do jovem veneziano que aos 17 anos parte para a longa epopeia pelas terras longínquas do Oriente. Depois de 24 anos de jornada, de regresso ao ponto de partida, plasma por escrito sua história, com a ajuda do escritor Rutischello de Pisa. As Viagens, de Marco Polo, torna-se o que se pode chamar de best-seller da era medieval europeia, se exercemos um pouco de imaginação adaptativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1299, ano em que o livro é escrito, talvez, não existe ainda esse invento gráfico revolucionário, a imprensa, que só vai acontecer por volta de 1439, graças ao alemão Johannes Guttenberg. Mesmo assim, alcança o que se pode chamar de sucesso, no contexto da época. Depois da imprensa, As Viagens multiplica-se, cativando gerações. É de fato um dos maiores best-sellers também da história editorial moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fascínio duradouro de Marco Polo carrega a semente que todo bom editor de turismo e viagens do jornalismo moderno entende bem. Parte do público que consome as inúmeras publicações especializadas hoje existentes não tem condição de viajar para os destinos glamorosos que seduzem o olhar nas capas coloridas portando Dubai, Aspen ou os castelos de fadas nos contrafortes alemães. Mas consome o sonho. Viaja simbolicamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O editor do espanhol Álvaro Nuñes Cabeza de Vaca talvez já intuísse a essência desse fascínio, quando publica outro clássico de viagem importante de ser destacado, numa rápida linha do tempo da história do gênero. Em 1542 vem a público seu Naufrágio, relato da aventura pela qual passa quando seu navio a caminho do Novo Mundo afunda em tempestade terrível, lançando-o nas costas de uma terra desconhecida, em 1527. Pensa tratar-se de uma ilha. Descobre, em meio a sofrimentos de toda ordem, que na verdade está em uma grande massa de terra continental. Conseguindo relacionar-se com nativos, Cabeza de Vaca salva a pele passando-se por curandeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terra é o que identificamos hoje como a Flórida. Empreende então uma longa jornada exploratória terrestre, atravessando o sul dos Estados Unidos, rumo à costa oeste. Oito anos depois chega ao México, então território espanhol. Salvo, retorna à Espanha, notabilizando-se com seu livro, trampolim para outras aventuras, como a descoberta, para os olhos europeus, das cataratas de Iguaçu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expansão das narrativas de viagens continua nos séculos seguintes, ganhando contornos que as modernizam. No século XVIII, o escocês James Boswell marca um pioneirismo bem-sucedido. Até então, os textos de viagens são produzidos por exploradores, aventureiros, militares, sacerdotes, agentes civis das potências colonialistas europeias. São primeiramente personagens e testemunhas de histórias, escritores por acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boswell, porém, é o protótipo de outra estirpe: a de gente que viaja sem nenhum outro motivo a não ser explorar culturalmente novos cenários, e daí escrever sobre eles. Entre 1764 e 1765, Boswell sai do seu mundo insular, percorrendo o continente europeu. Dessa viagem resulta Ann account of Corsica, em 1768, que lhe dá a primeira instância de fama, pela crescente curiosidade inglesa pelo resto do mundo. Seu outro seu livro de viagem, Journal of a tour to the Hebrides, de 1785, também alcança sucesso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas duas obras garantem-lhe também um lugar de honra na história dessa modalidade peculiar de jornalismo que combina a arte narrativa da literatura de prosa com o compromisso jornalístico em relação aos fatos reais: o Jornalismo Literário. Nada menos que Tom Wolfe, um dos seus grandes expoentes, atribui ao escocês o status de um dos predecessores da modalidade, e à narrativa de viagem uma das duas raízes históricas desse formato de expressão, em paralelo à cobertura de guerras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros autores, em cada vez maior número, embarcariam nessa corrente de produção de narrativas não ficcionais de viagem. A tradição, renovada, chega aos nossos dias. Parte dessa produção pode ser considerada jornalismo literário de viagem, nome que atribuo a textos nitidamente marcados pelas características da modalidade, como a imersão, o estilo, a humanização, o emprego de recursos narrativos múltiplos, de um lado, mas atrelados ao compromisso de reprodução fiel da realidade, de outro. O autor que se preza, nessa categoria, não ficcionaliza eventos, cenas, personagens, falas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos dos grandes nomes do jornalismo literário praticariam a narrativa de viagem, como Jack London e George Orwell, mais distantes no tempo, Gabriel García Márquez, Joan Didion, Susan Orlean e Tiziano Terzani, em datas mais próximas de nossos dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preferência é simples de se explicar: como a narrativa de viagem está associada ao imaginário popular mais metafórico e poético, menos linear e cartesiano, aceita-se com maior liberdade experimentos de estilo inconcebíveis no jornalismo cotidiano, o de hard news e informação noticiosa factual típica dos diários. Ao mesmo tempo, exatamente por essa expectativa favorável, o autor – especialmente o iniciante – de Jornalismo Literário pode lapidar seu talento em narrativas dessa natureza, antes de se dedicar a outros formatos – como a reportagem temática, o perfil – para os quais a tolerância ao desvio de padrões básicos é menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra linha de aproveitamento das viagens como eixo de abordagens narrativas cresceria com o tempo, especializando-se noutra direção, diferentemente do aproveitamento não ficcional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realização de viagens como elemento estratégico de produção ficcional parece ter alcançado consistência no século XIX, quando jovens aspirantes ao estrelato literário entenderam o potencial de sucesso reinante por trás delas. São dessa corrente os casos exemplares de Herman Melville, que em 1841 parte numa excursão de 18 meses a bordo de um navio baleeiro, experiência que lhe renderia a inspiração para seu clássico Moby Dick, e o de Joseph Conrad, que aproveitaria suas inúmeras incursões marítimas e fluviais como elementos para toda sua obra, com destaque para o clássico O coração das trevas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essas duas direções clássicas das narrativas de viagens, prefiro referir-me a elas sob duas denominações identificadoras. As produzidas explicitamente como trabalhos de não ficção, no âmbito do jornalismo literário, chamo de jornalismo literário de viagem, como sinalizei antes. As ficcionais denomino simplesmente literatura de viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, reconheço que as associações multidimensionais atreladas às viagens e por conseguinte as conexões algo difusas entre realidade e ficção, que podem ocorrer nos relatos, tornam o trabalho de classificação muito complexo, em algumas obras. Talvez essa complexidade esteja presente em livros de dois autores contemporâneos que contribuíram muito para a renovação da arte. Bruce Chatwin e Paul Theroux, ambos também ficcionistas, produziram monumentais obras não ficcionais, em essência, como O rastro dos cantos e O grande bazar ferroviário, respectivamente. Difícil é, porém, deduzir se há elementos ficcionais, leves que sejam. Onde está a fronteira entre a realidade e a fantasia? Questão espinhosa, pergunta inquietante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é esse um dos fios condutores subjacentes à oportuna reflexão de Renato Modernell, levando-nos para o universo da narrativa de viagem, tão pouco abordado no cenário acadêmico, no Brasil, em que pese sua importância. Aborda com elegância, uma pitada de humor e uma qualidade criativa bem-vinda, apropriada a um texto de estudo, a tarefa de colocar sob foco a interface entre jornalismo e literatura, presente nos relatos de viagens. Não se pode discutir esse ponto polêmico sem mirar também o par de opostos realidade/fantasia. Quem sabe, em algum nível, não são extremos de uma mesma onda interconectada para além das aparências?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estratégia do autor consiste em debruçar-se sobre três obras de três autores distintos, representativos desse campo de possibilidades. Adicionalmente, pontuam a reflexão, aqui e ali, casos exemplares de outros autores, outras obras, no contexto da produção europeia, brasileira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Completa o plano de ação o uso de metalinguagem. Pois em se tratando de um texto cujo centro é a viagem, nada como ser construído como tal. O convite é sedutor, tal como as mensagens da mídia que nos convidam para nos lançarmos mundo afora em busca de aventuras em destinos distantes. Aqui, a aventura é igualmente empolgante, mas de outra natureza. E o autor é o nosso guia de descobertas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edvaldo Pereira Lima, professor da Universidade de São Paulo, cofundador da Academia Brasileira de Jornalismo Literário – www.abjl.org.br -, jornalista, escritor, considera-se cidadão do mundo, viajante por natureza. Residiu em vários países, foi editor de turismo e dentre as suas obras, produziu um livro de viagens sobre a Colômbia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-3917585401679366243?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/3917585401679366243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2011/08/em-transito-um-ensaio-sobre-narrativas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/3917585401679366243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/3917585401679366243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2011/08/em-transito-um-ensaio-sobre-narrativas.html' title='Em Trânsito: um ensaio sobre narrativas de viagem'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-rRMyv_wWE60/Tl664xW9ezI/AAAAAAAAANE/Madydjb5LSo/s72-c/Em+tr%25C3%25A2nsito.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-9100325021135401758</id><published>2011-07-31T12:14:00.000-07:00</published><updated>2011-07-31T12:20:52.149-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*** Sardenha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2011'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*****Europa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&apos; Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**** Itália'/><title type='text'>Narrativa de viagem à italiana</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VKfA06_0-Lo/TjWnvW0oI2I/AAAAAAAAANA/g6JwogwaURA/s1600/10062011154813_sardenha_como_infancia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-VKfA06_0-Lo/TjWnvW0oI2I/AAAAAAAAANA/g6JwogwaURA/s320/10062011154813_sardenha_como_infancia.jpg" t$="true" width="219" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;Sardenha como uma Infância&lt;/em&gt;, do italiano Elio Vittorini (1908-1966), não é um livro sedutor, daqueles que impressionam à primeira vista. Aliás, por ser da editora Cosac Naify, pode-se até dizer que é uma obra despojada. São 128 páginas, apenas quatro delas ilustradas com fotografias antigas em preto e branco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa-se a leitura sem grandes expectativas, até porque a estrutura de 43 capítulos pequenos –&amp;nbsp;inovadora quando ela foi escrita, em 1932-1933 – flue familiar aos olhos do leitor contemporâneo, acostumado aos relatos curtos da internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, o livro realiza, diante de nossos olhos arregalados, aquele prodígio da transmutação reservado a atores excepcionais. Vistos de perto, são pequenos, mas, observados no palco ou nas telas, crescem enormemente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra é uma narrativa de viagem, publicada na coleção &lt;em&gt;Companheiro de Viagem&lt;/em&gt;. Nela, o escritor siciliano comenta de forma aparentemente despretensiosa sua viagem por outra ilha da bota, a Sardenha. Suas descrições são sintéticas, suas impressões acuradas, sua escrita impecável. Veja esta frase sobre a ilha: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Mas é sobretudo Sardenha: por esta solidão em cada coisa, em cada penhasco que parece fechado em si mesmo, meditando, e em cada árvore ou viandante que se encontra, e por esta luz, e por este cheiro de rebanhos a caminho, bem para lá do horizonte”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na dúvida, para não perder nenhuma pérola, você pega um lápis e começa a sublinhar uma e outra passagem e, quando vê, está com o livro todo rabiscado. Afinal, a linguagem é um misto de prosa e poesia, usada para revelar a ilha e seus personagens com olhos encantados, curiosos, prazerosos. Há a sensação de que o narrador descobre universos de uma forma mais profunda até do que se o próprio leitor estivesse na ilha – e a vontade é a de continuar vendo-a por meio deste olho mágico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um trecho particularmente interessante, sobretudo para quem aprecia vinhos. Trata-se de “Os sobreiros”, sobre a árvore cuja casca retirada serve para fazer rolhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Parecem oliveiras, de folhagem um pouco mais pálida, um pouco mais crespa, mas têm troncos que sangram. Da base até precisamente a ramificação dos primeiros galhos, toda a cortiça foi extraída. Restou o tronco vivo. Em alguns casos, de um vermelho dourado; em outros, como couro curtido. Outros ainda, sob a ação do sol, adquiriram uma coloração violácea. Os mais velhos, descortiçados no ano anterior, se recobriram de um musgo azulado. Mas não há nenhum intacto. Até as árvores mais jovens, de corpo fino, mostram um pé sangrento. Estranho como se parecem vivos estes cortes! Vem o pensamento espontâneo: pobres animais...”. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí a gente para e se pergunta: porque não há mais textos assim no jornalismo contemporâneo de viagens,&amp;nbsp; onde em boa parte das matérias se sente que, apesar do repórter ter estado de corpo presente, o texto é vazio de alma, como se o olhar curioso e atento do profissional estivesse a léguas de distância. O resultado: textos pasteurizados, sem vida, que são esquecidos mal finda a leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista histórico, pode-se dizer que a obra é o canto de cisne de um mundo que estava em ocaso. Em 1932-33, a Itália vivia sob o regime fascista de Benito Mussolini, o Partido Nacional Socialista alemão se fortalecia e pouco depois se deflagraria&amp;nbsp;a sangrenta Segunda Guerra Mundial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, a obra não é sedutora, daquelas que derrubam com um gesto. Antes ela é cativante, daquele tipo que envolve aos poucos até que você não consegue mais viver sem ela, que se quer ter por perto na estante para consultar sempre. Como é mesmo que Vittorini descreveu uma ilha? Ah! “Sardenha é uma verdadeira ilha, encapsulada em seu esplendor e suas tempestades”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ficha técnica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Avaliação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;***** Leitura Imperdível &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título:&lt;/strong&gt; Sardenha como uma Infância&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor:&lt;/strong&gt; Elio Vittorini &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tradução:&lt;/strong&gt; Maurício Santana Dias &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Formato:&lt;/strong&gt; 15,5 x 19 cm&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Páginas:&lt;/strong&gt; 128.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ilustrações:&lt;/strong&gt; 4&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-9100325021135401758?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/9100325021135401758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2011/07/narrativa-de-viagem-italiana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/9100325021135401758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/9100325021135401758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2011/07/narrativa-de-viagem-italiana.html' title='Narrativa de viagem à italiana'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-VKfA06_0-Lo/TjWnvW0oI2I/AAAAAAAAANA/g6JwogwaURA/s72-c/10062011154813_sardenha_como_infancia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-5787212089744716201</id><published>2011-03-25T05:04:00.000-07:00</published><updated>2011-07-31T12:06:08.382-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&apos; Eventos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2011'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**História'/><title type='text'>Último final de semana para ver a exposição Islã: Arte e Civilização</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-GgzL1CH6pUM/TYyBVZXq9NI/AAAAAAAAAMs/EdkPbVeM5wM/s1600/Astrol%25C3%25A1bio+plano+de+bronze+sec+XIX.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="https://lh4.googleusercontent.com/-GgzL1CH6pUM/TYyBVZXq9NI/AAAAAAAAAMs/EdkPbVeM5wM/s320/Astrol%25C3%25A1bio+plano+de+bronze+sec+XIX.jpg" width="221" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Com as mobilizações políticas no norte da África que estão ocorrendo em 2011, não deixa de ser uma boa ideia conhecer mais sobre a cultura islâmica. Afinal, há mais de um bilhão de muçulmanos espalhados pelo mundo -- a maioria localizada no Oriente Médio, África e Ásia -- que&amp;nbsp;aparentemente estão empreendendo uma tentativa de aproximação às ideias e&amp;nbsp;práticas democráticas.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, um evento oportuno é a exposição &lt;em&gt;Islã: Arte e Civilização&lt;/em&gt;, que está exposta até 27 de março no CCBB (entrada franca, endereço abaixo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mostra reúne mais de 300 obras que contam 1.400 anos da história do Islã, muitas saídas pela primeira vez dos acervos do Museu Nacional de Damasco, Museu Aleppo e Palácio Azem, da Síria, e peças do Museu Nacional do Irã, Museu Reza Abassi e Museu do Tapete, no Irã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem está mais acostumado com as mostras interativas, trata-se de uma exposição à moda antiga, daquelas com peças de época – algumas do século VI d.C. – bem protegidas por vidros espessos. Mas o esforço para não tocar em nada vale a pena. Não se esquece a primeira vez que se vê um astrolábio (foto) – um dos instrumentos que permitiram as grandes navegações no século XV/XVI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem é da área da escrita, memorável conhecer um cálamo, instrumento para escrever feito de um pedaço de cana ou junco afinado na extremidade. Foi graças àquele caninho singelo, embebido em uma espécie de tinta feita à base de carvão e goma arábica – resina exsudada de algumas espécies africanas do gênero Acacia – que muito da saga humana pode ser registrada. Aliás, por meio de outra memorável invenção árabe: o alfabeto. Segundo Houaiss, a palavra deriva do latim tardio &lt;em&gt;alphabétum&lt;/em&gt;, que por sua vez provêm do grego &lt;em&gt;alphábétos&lt;/em&gt;, uma aglutinação dos nomes das duas primeiras letras gregas &lt;em&gt;álpha&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;beta&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-avSxESYEbaY/TYyDovOJyrI/AAAAAAAAAMw/dLZy8oZwHx8/s1600/Bracelete+de+ouro+para+antebra%25C3%25A7o%252C+sec+XII.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="138" r6="true" src="https://lh4.googleusercontent.com/-avSxESYEbaY/TYyDovOJyrI/AAAAAAAAAMw/dLZy8oZwHx8/s200/Bracelete+de+ouro+para+antebra%25C3%25A7o%252C+sec+XII.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em tempo: o espaço do &lt;em&gt;Centro Cultural do Banco do Brasil&lt;/em&gt; é um espetáculo à parte. É grandioso conhecer jóias&amp;nbsp;como o bracelete de ouro para antebraço do século&amp;nbsp;XII&amp;nbsp;(foto) e a coleção de moedas antigas de vários períodos nos cofres que cunharam e guardaram as moedas brasileiras em boa parte do século XX. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Monica Martinez&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fotos: divulgação.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Serviço&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: De 18 de janeiro a 27 de março&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Horário&lt;/strong&gt;: Terça a domingo das 10h às 20h&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Rua Álvares Penteado, 112 - Centro - São Paulo&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Recepção/Informações:&lt;/strong&gt; Terça a domingo, das 10h às 20h &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Telefones:&lt;/strong&gt; (11) 3113-3651/52&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Classificação&lt;/strong&gt;: Livre&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Entrada Franca&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-5787212089744716201?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/5787212089744716201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2011/03/ultimo-final-de-semana-para-ver.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/5787212089744716201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/5787212089744716201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2011/03/ultimo-final-de-semana-para-ver.html' title='Último final de semana para ver a exposição Islã: Arte e Civilização'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh4.googleusercontent.com/-GgzL1CH6pUM/TYyBVZXq9NI/AAAAAAAAAMs/EdkPbVeM5wM/s72-c/Astrol%25C3%25A1bio+plano+de+bronze+sec+XIX.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-7454126783471778382</id><published>2011-01-28T07:06:00.000-08:00</published><updated>2011-01-28T08:24:55.113-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*** São Paulo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2011'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*****América do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**** Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Meio ambiente'/><title type='text'>Uma viagem pelo planeta água</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/TULZf7xnUwI/AAAAAAAAAMU/CVfsoZG8eeI/s1600/Oca.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" s5="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/TULZf7xnUwI/AAAAAAAAAMU/CVfsoZG8eeI/s1600/Oca.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Saída da Oca, no Parque do Ibirapuera, em um final de sábado luminoso. A sensação é de enlevo. A visita à Oca, em geral, já vale a pena nem que seja para rever o edifício projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer do final dos anos 1950. Mas, desta vez, o conteúdo da Oca também é esplêndido. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;De fato, há muitas exposições que se destacam pelo aspecto estético. São bonitas. Outras pelo ético. Nos fazem repensar a vida e nós mesmos. Outras, ainda, pelo apuro técnico. Como será que conseguiram conceber isto? A exposição &lt;a href="http://www.aguanaoca.com.br/"&gt;Água na Oca&lt;/a&gt; é um pouco de tudo isso, de forma muito equilibrada. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sai-se dela com o intelecto mais afiado, pois é rica em informações passadas de forma inteligente; com as emoções serenadas, pois a parte estética é de extremo bom gosto; e com a certeza de se ter visto um nível tremendo de interatividade – ainda que, como acontece com toda tecnologia, um ou outro dispositivo falhe aqui e ali volta e meia. Neste sentido, é uma exposição completa como poucas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não foi ainda, a sugestão é de que pare de ler por aqui e vá, no escuro, sem saber muita coisa sobre a mostra. Nem abra o folheto distribuído na entrada. Depois de se deliciar sensorialmente, quando cérebro pedir mais, retome as leituras. Saiba, então, que ela foi idealizada pelo Instituto Sangari em parceria com o Museu de História Natural de Nova York. Sua origem foi a exposição Water: H2O = Life, apresentada em 2007 no Central Park West, com curadoria de Eleanor J. Sterling, diretora do Center for Biodiversity Conservation.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido ao espaço da Oca, a exposição brasileira é maior, sendo cada andar dividido em um tema. Logo na entrada, no piso térreo, vê-se &lt;em&gt;Mundo d’Água&lt;/em&gt;, aquela parte indispensável da exposição que aborda os problemas ambientais. Felizmente este recorte é tratado de forma educativa e lúdica: um &lt;em&gt;display&lt;/em&gt; muito bem feito, por exemplo, ensina crianças – e adultos – a ensaboar primeiro a louça antes de abrir a torneira para o enxágüe, o que faz a água de uma lavagem com torneira aberta o tempo todo&amp;nbsp;render quatro lavagens conscientes. O primeiro andar, &lt;em&gt;Infiltração&lt;/em&gt;, é dedicado às relações entre o elemento e os seres humanos, com mais dicas interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, vá ao segundo andar: &lt;em&gt;A Última Fronteira&lt;/em&gt;. Trata-se de um espaço onde se assiste, deitado em colchões de água, um vídeo de uns 10 minutos sobre os espaços abissais a partir de uma perspectiva única: vemos os bichos como se estivéssemos no fundo do oceano e eles passassem sobre nossas cabeças!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/TULZ6VhA1jI/AAAAAAAAAMY/PCH8JptmlXU/s1600/_RED0176_baixa.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" s5="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/TULZ6VhA1jI/AAAAAAAAAMY/PCH8JptmlXU/s320/_RED0176_baixa.jpg" width="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Finalmente, reserve bastante tempo para o subsolo, dedicado às obras de arte de artistas brasileiros e estrangeiros que envolvem água – o tema aqui é &lt;em&gt;Desaguar&lt;/em&gt;. Destaque para o londrino &lt;a href="http://www.williampye.com/"&gt;William Pye&lt;/a&gt;, que participa com cinco de suas &lt;em&gt;Water Sculptures&lt;/em&gt; (foto). Segundo dados da exposição, é o artista com maior número de obras públicas do Reino Unido atualmente. Muitas delas podem ser vistas no site do artista. &lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Depois de curtir as obras, vale a pena se sentar em uma confortável poltrona da sala que exibe vídeos&amp;nbsp;que têm a água como&amp;nbsp;tema. Todos têm curta duração. Eu vi e curti o da alemã Agnes Meyer-Brandis (&lt;em&gt;L.I.N.Q&lt;/em&gt; ./ Living Ice Notion Quest. El Calafate, 2009, Vídeo, cor, som, 16 min), que faz uma espécie de documentação científica das geleiras subterrâneas de Perito Moreno em Calafate, na Patagônia argentina. Confesso que, para uma leiga como eu, não dá para entender muito bem o que ela está fazendo, mas, ora bolas, as imagens azuladas são lindas!&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Depois de tudo isso, o cafezinho do segundo andar faz às vezes de uma boa saideira. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Em tempo: trata-se da terceira exposição feita na Oca em parceria com o Museu de História Natural de Nova York. As outras mostras foram Darwin, Revolução Genômica e Einstein, que em conjunto receberam quase um milhão de visitantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ligações externas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Site oficial da &lt;a href="http://www.aguanaoca.com.br/"&gt;Água na Oca&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Site oficial de &lt;a href="http://www.williampye.com/"&gt;William Pye&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Texto: &lt;em&gt;Monica Martinez&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Fotos: divulgação&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-7454126783471778382?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/7454126783471778382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2011/01/uma-viagem-pelo-planeta-agua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/7454126783471778382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/7454126783471778382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2011/01/uma-viagem-pelo-planeta-agua.html' title='Uma viagem pelo planeta água'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/TULZf7xnUwI/AAAAAAAAAMU/CVfsoZG8eeI/s72-c/Oca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-2499672219977936306</id><published>2010-11-12T13:31:00.000-08:00</published><updated>2010-11-14T12:34:39.975-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*** Maranhão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*****América do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**** Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*** São Luís'/><title type='text'>Ai de ti, São Luis</title><content type='html'>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/TN2v87MmAKI/AAAAAAAAALc/BPC_97Ao1_g/s1600/C%25C3%25B3pia+de+DSC07700.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" px="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/TN2v87MmAKI/AAAAAAAAALc/BPC_97Ao1_g/s400/C%25C3%25B3pia+de+DSC07700.JPG" width="299" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Não se vê carros antigos nem sem ar &lt;br /&gt;condicionado em São Luís&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Ulisses, o taxista, deixa o hotel localizado na Ponta da Areia levando sua passageira para o Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado. É quarta-feira, já passou das 23h e ele está com os vidros bem fechados. &lt;br /&gt;São dois os motivos. O primeiro é para que o ar condicionado funcione bem. Na quente ilha de São Luis, a capital do Estado, não se vê carros muito antigos, e ar condicionado no veículo não é considerado item opcional. Nem nas casas ou estabelecimentos comerciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda razão é por segurança. Estamos numa área nova, que abriga as redes hoteleiras e prédios com apartamentos à venda por cifras que, dois dias antes o guia de turismo Darfan havia avisado estarem na faixa de um a cinco milhões de reais. O curioso é que o uso da bela praia em frente é desaconselhado por todos. O motivo: ao se propor a expansão da região, esqueceu-se dos necessários emissários submarinos – a água do mar é poluída e meu maiô volta intocado para a mala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preço dos apartamentos é uma cifra espantosa para qualquer estado, mesmo este que é considerado o quarto mais rico do Nordeste, mas que, ao mesmo tempo, apresenta desigualdade social gritante: seis em cada dez habitantes são pobres. Muitos deles, aliás, moram na comunidade situada logo atrás da linha dos hotéis, chamada de Ilhinha. Duas ou três vezes a passageira já havia ouvido a frase de bocas diferentes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Nem entregadores de refrigerante ou de cigarro entram lá sem aviso —. Na dúvida, para ir às reuniões no prédio que dista uma quadra, e devidamente orientados por zelosos recepcionistas, taxistas e moradores locais, tomamos táxis em vez de fazer uma agradável caminhada pela orla marítima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, entre estes entregadores precavidos estão o do gostoso, cor-de-rosa e popular guaraná Jesus, que os marenhenses orgulham-se de dizer que vende mais do que Coca Cola. O nome não é uma homenagem ao Cristo. Antes, ele foi criado pelo farmacêutico Jesus Norberto Gomes, que não somente era ateu como chegou a ser excomungado por conta do empreendimento tido como herético. Recentemente, e para horror de muitos fãs que acham que o Jesus não é mais o mesmo, a marca foi adquirida pela Coca Cola, aparentemente numa ação maquiavélica para deter o popular refrigerante dentro nas fronteiras do Estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ulisses, o taxista, aponta a Ilhinha à nossa frente e pisa fundo o pé no acelerador. Passamos pelo bairro da Liberdade, criado na época da libertação para acomodar os escravos forros, sem trabalho nem assistência governamental para se instalar na vida, hoje não por acaso um conglomerado de casas populares com portas e janelas protegidos por grades grossas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos pela lagoa Ana Jansen, uma homenagem a mulher forte que viveu no século 17. Sua história é muito parecida com a de dona Beja , esta de Araxá, Minas Gerais. Ana era uma mãe solteira que, para manter o filho e a mãe, torna-se amante do homem mais rico da província, coronel Izidoro Rodrigues Pereira. Com a morte da esposa dele, quinze anos depois, seguida da do coronel, ela fica independe e poderosa. Ao que parece, graças ao seu tino comercial e suas habilidades de liderança, Ana ocupa espaço político e passa a ser conhecida como a Rainha do Maranhão. Há fofocas sobre as relações que ela manteria com escravos, que teriam produzido alguns de seus filhos – fofocas que ela cortava pela raiz ao mandar matar, ou, ao menos, mutilar seus ex-amantes para que não dessem com a língua nos dentes. Depois de horrorizar a elite local, hoje ela aterroriza o imaginário local — agora na figura de uma bruxa que percorre o centro dando velas amaldiçoadas para incautos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/TN2w1ziXk5I/AAAAAAAAALg/aoQONTzqC0I/s1600/C%25C3%25B3pia+de+DSC07669.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="149" px="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/TN2w1ziXk5I/AAAAAAAAALg/aoQONTzqC0I/s200/C%25C3%25B3pia+de+DSC07669.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Alto relevo do Fórum: dizem que aqui&lt;br /&gt;a justiça não é cega nem equilibrada&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿O centro supostamente percorrido pela carruagem de Jansen e seus ex-escravos é um dos locais mais interessantes do Maranhão, Estado que já mudou muito de dono até que, dizem as más línguas nativas, a oligarquia dos Sarney se instalasse no poder. No início a terra foi dos espanhóis, seguida dos franceses – a cidade de São Luis foi por eles fundada em 1612. &lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A mistura resultante lembra bastante Nova Orleans, no sul dos Estados Unidos, que também foi disputada por espanhóis e franceses. Uma das diferenças mais visíveis é a de que na cidade estadunidense há uma praça quadrada central de onde partem planejadamente as ruas, enquanto na São Luis elas se distribuem ao sabor das colinas, como pedia mais tarde a arquitetura portuguesa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De semelhante, Nova Orleans e São Luis possuem as belas grades de janela em ferro fundido e as casas que principiam na beira da calçada estreita. Ambas cidades também têm referências ao rei francês da época, Louis 13. Em Nova Orleans a igreja católica que fica à beira da praça leva seu nome, Saint Louis. Já na bela Catedral Metropolitana da Sé – que foi construída de 1619 a 1699 – há uma imagem de São Luis no altar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/TN2xVAbN4nI/AAAAAAAAALk/zEEctPvktik/s1600/C%25C3%25B3pia+de+DSC07687.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" px="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/TN2xVAbN4nI/AAAAAAAAALk/zEEctPvktik/s200/C%25C3%25B3pia+de+DSC07687.JPG" width="149" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;São Luís: homenagem &lt;br /&gt;ao rei francês Louis 13&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Como em outros locais do nordeste brasileiro, os holandeses também tiveram seu tempo de ocupação na cidade, em 1641. Aparentemente não deixaram saudades nem muitos descendentes – há pouca gente com olhos claros circulando pelas ruas –, uma vez que foram expulsos apenas três anos depois pelos colonos portugueses. Hoje, contudo, a Avenida dos Holandeses é uma longa avenida em sua homenagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a herança portuguesa fica bem à mostra nas paredes azulejadas dos casarões do centro histórico. Não por acaso, em 1997, a cidade foi tombada como patrimônio histórico pela Unesco. Mas, é preciso dizer, investimentos para recuperação são necessários, pois basta percorrer algumas das ruas estreitas fora do perímetro central para perceber o estado de deterioração em que se encontram muitos dos imóveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale destacar que as lojinhas do centro histórico possuem artesanato criativo e bem feito, sobretudo as bolsas de palha de buriti feitas em Barreirinhas (leia-se a cidade dos Lençóis Maranhenses para os de fora do Estado), com preço honesto e qualidade. Mas talvez o bem mais precioso seja os maranhenses em si, cordiais e sempre prontos a trocar um dedo de prosa. Prosa que atinge seu ápice no mercado, com suas cestarias repletas de camarões secos, com seus doces de buriti e suas castanhas bem torradas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/TN2xonYhBFI/AAAAAAAAALo/AuO_tqHj13E/s1600/C%25C3%25B3pia+de+DSC07711.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="149" px="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/TN2xonYhBFI/AAAAAAAAALo/AuO_tqHj13E/s200/C%25C3%25B3pia+de+DSC07711.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;As frutas locais: o mercado é uma &lt;br /&gt;festa de cores e aromas&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Aliás, em São Luis se come muitíssimo bem, qualquer que seja a quantia no bolso. No próprio mercado, por exemplo, uma refeição com peixe, arroz, saladinha e, claro, a farinha grossa e crocante, sai por R$ 10, com direito a uma garrafinha vazia de um litro de coca-cola cheia de água geladinha – saudável hábito que lembra o dos bistrôs franceses. No centro também há o restaurante Senac – ótimo na avaliação dos que lá vão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arroz de cuxá (feito com uma erva local, a vinagreira, à venda no mercado), patinhas de caranguejo, carne de sol, peixes deliciosos, baião de dois, macaxera frita, dê o nome – trata-se de comida forte, com sustança, bem temperada e farta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em direção ao aeroporto, passamos pela ponte José Sarney, construída no final do governo do político escritor em 1970. O taxista Ulisses logo começa a falar de política. Falar mal dos Sarney, aqui, é uma paixão estadual. Todos, absolutamente todos, fazem questão de lembrar que o atual presidente do Senado, José Sarney (1930-), é eleito pelo Amapá (PMDB) e não pelo Maranhão. Curiosamente, apesar de ninguém confessar ter votado em sua filha, Roseana (hoje PMDB) foi eleita governadora pela quarta vez no Estado, ocupando seu espaço residencial no lado esquerdo do belo Palácio dos Leões, que abriga o governo desde 1775. Na boca do povo, contudo, ela é tida como alguém que não é perfeita, mas que faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos finalmente ao aeroporto. O atendente da companhia aérea sugere subir logo para a área de embarque. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Aqui embaixo é muito desconfortável, parece mais uma rodoviária — ele diz, quase como se se desculpando. O comentário me faz olhar para o teto, feito de placas de alumínio. De fato não me recordo de outro aeroporto assim construído – e olhe que já viajei pelo país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Além disso, lá encima tem ar condicionado — ele completa. Ar refrigerado, mesmo nesta terra com tanta brisa natural, é um símbolo poderoso de status. Não há como discutir. Pego a mala de mão, a sacola com as bolsas de palha de buriti e meu pacote de garrafinhas de guaraná Jesus e sigo obediente para a área de embarque. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monica Martinez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-2499672219977936306?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/2499672219977936306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2010/11/ai-de-ti-sao-luis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/2499672219977936306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/2499672219977936306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2010/11/ai-de-ti-sao-luis.html' title='Ai de ti, São Luis'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/TN2v87MmAKI/AAAAAAAAALc/BPC_97Ao1_g/s72-c/C%25C3%25B3pia+de+DSC07700.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-4884783620949192611</id><published>2010-07-28T05:43:00.000-07:00</published><updated>2010-07-28T05:47:45.328-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*** Pantanal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*** Mato Grosso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Sesc Porto Cerrrado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*****América do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**** Brasil'/><title type='text'>O paraíso existe, seu João!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/TFAlPNCZtwI/AAAAAAAAAKk/CMgDpFOg6Sw/s1600/C%C3%B3pia+de+DSC06571.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/TFAlPNCZtwI/AAAAAAAAAKk/CMgDpFOg6Sw/s320/C%C3%B3pia+de+DSC06571.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;“O paraíso existe!”. Esta é a primeira coisa que passa pela minha cabeça quando entramos no borboletário do Sesc Pantanal, localizado em Porto Cerrado, a 35 km de Poconé, no Mato Grosso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na redoma de 300 m2 voam duas mil borboletas, de todos tamanhos e cores, parando aqui e ali nas ixoras e outras flores vistosas. Vez ou outra, descem a tromba e tomam goles d´água da pequena, mas bonita cachoeira artificial, que queda d´água de verdade não se vê por estas planícies fincadas no meio do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem vai de São Paulo, a viagem é longa, porém não de todo desconfortável. Três horas e meia de vôo do Aeroporto Internacional de Guarulhos até Cuiabá, se tiver conexão em Brasília. Da terra natal do poeta Manoel de Barros são mais 150 km, translado percorrido numa van com ar condicionado providenciada pelo próprio Sesc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo na chegada, a surpresa: um cervo do Pantanal do lado direito da MT-370. O próprio motorista parece surpreso com a recepção propiciada pela fauna. Sesc Pantanal é a maior RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) do país, com 106 mil alqueires. Para quem, como eu, tem noção espacial precária, não adiantaria imitar a Veja e calcular quantos Maracanãs caberiam nesta área– até porque nunca fui ao famoso estádio carioca. Mas, a julgar por todos os passeios que faremos durante a estadia – e ainda assim sem chegar a todos os pontos da reserva – vale dizer que é uma área gigantesca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu João da Silva, o responsável pelo borboletário, é um dos últimos peões pantaneiros. O homem vigoroso com cerca de 1,60m, cor de chocolate herdada dos índios guatós – que lhe vale o apelido de João Preto –, olhos francos e porte digno, há trinta anos participava de comitivas que conduziam gado por esta região que se divide em duas estações básicas: secas e cheias. É que de novembro a abril chuvas torrenciais inundam as planícies. Diferentemente dos paulistanos, que tanto brigam com as chuvas de verão que se precipitam mais ou menos na mesma época, os pantaneiros sabem fluir de forma harmônica com as águas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/TFAmKcxlK4I/AAAAAAAAAK0/oaa_Y1rha4A/s1600/DSC06521.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/TFAmKcxlK4I/AAAAAAAAAK0/oaa_Y1rha4A/s320/DSC06521.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Já vi seu João num programa do Globo Rural sobre o Sesc Pantanal, feito pelo jornalista José Hamilton Ribeiro, e o verei depois ilustrando um livro sobre o Pantanal. Está sempre impecavelmente vestido com calça jeans, camisetas, botas de cano curto e chapelão de couro. Junto com Vivaldo Vilas Nova, ele não toca mais gado, mas as milhares de borboletas que voam idilicamente pelo espaço de 9 m de altura. O processo é trabalhoso. No laboratório, seu João mostra os potinhos de margarina que contêm os ovinhos recém-colhidos, que são semanalmente distribuídos para as 25 mulheres que fazem parte da Associação das Criadoras de Borboletas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia do sorteio, o clima é de expectativa. É que algumas espécies, como a Ascia buniae, borboletinha branca, se desenvolvem em apenas 16 dias, permitindo embolsar R$ 1 por unidade rapidamente. Já a majestosa Caligo brasilienses, grande e com olhos de coruja, leva mais tempo, porém é melhor remunerada: R$ 2,50. As cooperadas criam até atingir sua cota de R$ 366 por mês, dinheiro com o qual duas já se formaram em enfermagem e foram para a frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os casulos chegam ao laboratório, Seu João usa cola branca para prender os casulos em palitos de churrasco, que são fixados na vertical em caixas grandes de plástico. Será que é por praticidade, para caberem mais em lugar menor? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É preciso a força da gravidade na hora do nascimento, senão elas ficam defeituosas _ diz, apontando para uma borboleta à nossa frente que, naquele momento, rompe o casulo. Ela abre as asas enrugadas e levará algumas horas para que esteja firme e forte para voar, podendo então ser solta no recinto cheio de flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/TFAms4eaydI/AAAAAAAAAK8/8QdF-olZTVs/s1600/DSC06528.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/TFAms4eaydI/AAAAAAAAAK8/8QdF-olZTVs/s320/DSC06528.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;De volta ao borboletário, seu João explica que as borboletas vivem pouco, dependendo da espécie até 60 dias. Enquanto fala com voz calma, elas voejam ao seu redor, colhendo néctar, algumas se alimentando das bananas bem passadas colocadas em pratinhos de plástico, namorando, botando ovos e, finalmente, morrendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu João sabe o nome de todas, popular e científico. No entanto, aprendeu a ler a pouco tempo. Será que ele imaginava que um dia sua lida seria com insetos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Jamais imaginei que lidaria com borboletas _ diz, ainda surpreso. Alguns colegas de comitiva que não se ajustaram aos novos tempos tornaram-se, segundo ele, pés-inchados. ͟ Bebem até cair ͟ lamenta-se, revelando na prática o fim de uma cultura antiga cujos relatos remontam ao explorador espanhol Cabeza de Vaca, no século XVI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que seus filhos seguiram os caminhos do pai? ͟ Meu gosto seria que eles fizessem faculdade. Mas minhas duas meninas se casaram e o rapaz trabalha com obras. ͟ Suas esperanças repousam agora nos netos, em especial Tainara, de 7 anos, que gosta de estudar. Quem sabe, no futuro, ela não se torna uma bióloga e escreve um livro sobre borboletas com o avô?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-4884783620949192611?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/4884783620949192611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2010/07/o-paraiso-existe-seu-joao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/4884783620949192611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/4884783620949192611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2010/07/o-paraiso-existe-seu-joao.html' title='O paraíso existe, seu João!'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/TFAlPNCZtwI/AAAAAAAAAKk/CMgDpFOg6Sw/s72-c/C%C3%B3pia+de+DSC06571.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-6663245777871094649</id><published>2010-02-22T09:56:00.000-08:00</published><updated>2010-05-16T14:32:53.175-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*** São Paulo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*****América do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Meio ambiente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*** Guarujá'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Gremar'/><title type='text'>A Ilha Encantada</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S4LB0pnx1jI/AAAAAAAAAJM/u76u8GD4GQQ/s1600-h/C%C3%B3pia+de+2010_Janeiro_Guaruj%C3%A1+001.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ct="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S4LB0pnx1jI/AAAAAAAAAJM/u76u8GD4GQQ/s320/C%C3%B3pia+de+2010_Janeiro_Guaruj%C3%A1+001.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Muitas pessoas avistam a Ilha dos Arvoredos. Afinal ela está localizada em frente a um dos recantos mais bonitos do município paulista do Guarujá, a Praia de Pernambuco. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para quem a vê da praia, a ilha é um pontinho verde, bonito e distante. Poucas pessoas, dotadas de físico bem condicionado, se aventuram a nadar a distância de 1,6 quilômetros que a separa da costa. Mas não podem subir na ilha, salvo com autorização prévia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um número maior de indivíduos chega pertinho da ilha, pois há um serviço de banana boat na praia em frente. Também eles não podem desembarcar lá, apenas nadar nas águas próximas. Outros, ainda, chegam em barcos ou iates, sem contudo poderem pisar na ilha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S4LGQzNi5rI/AAAAAAAAAKE/0jX8mSc7DYc/s1600-h/C%C3%B3pia+de+2010_Janeiro_Guaruj%C3%A1+031.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ct="true" height="149" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S4LGQzNi5rI/AAAAAAAAAKE/0jX8mSc7DYc/s200/C%C3%B3pia+de+2010_Janeiro_Guaruj%C3%A1+031.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S4LCFnIOP7I/AAAAAAAAAJU/E_12annSfXA/s1600-h/C%C3%B3pia+de+2010_Janeiro_Guaruj%C3%A1+031.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;São poucos com autorização para desfrutar da área total de 36 mil metros quadrados. Isso porque a ilha é um centro de pesquisas ecológicas e científicas, onde hoje atua&amp;nbsp;o Projeto Gremar, ONG que se dedica a resgatar mamíferos marinhos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Gremar é a ponta de um iceberg de parcerias que conta também com o Ibama, a Secretaria de Meio Ambiente de Guarujá, a Fundação Fernando Lee e o campus Guarujá da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp), que hoje administra a ilha. A parceria faz parte da Remase, rede de apoio a animais marinhos que encalham em diversas áreas do litoral paulista. A rede envolve também a Polícia Ambiental e Corpo de Bombeiros. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S4LCjZJ7xXI/AAAAAAAAAJc/QqfpAh_rPtU/s1600-h/C%C3%B3pia+de+2010_Janeiro_Guaruj%C3%A1+033.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ct="true" height="150" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S4LCjZJ7xXI/AAAAAAAAAJc/QqfpAh_rPtU/s200/C%C3%B3pia+de+2010_Janeiro_Guaruj%C3%A1+033.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Os eleitos que chegam à ilha, contudo, começam a ouvir o nome do engenheiro Fernando Eduardo Lee logo no desembarque. Não é por acaso: num cestinho, os visitantes são içados do barco por um enorme guindaste de 90 toneladas em forma da mitológica ave fênix idealizado por ele!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, ouve-se o nome do engenheiro o tempo todo. Nascido no bairro paulistano da Bela Vista há mais de um século, em 1909, o neto de norte-americanos estudou na Escola Americana de São Paulo e na Horace Mann School, em Nova Iorque, graduando-se em engenharia mecânica na Lafayette University, na Pennsylvania (EUA). Foi desde sempre um apaixonado pela tecnologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S4LDD49UNBI/AAAAAAAAAJk/L7h4CgipOI0/s1600-h/C%C3%B3pia+de+2010_Janeiro_Guaruj%C3%A1+117.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ct="true" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S4LDD49UNBI/AAAAAAAAAJk/L7h4CgipOI0/s200/C%C3%B3pia+de+2010_Janeiro_Guaruj%C3%A1+117.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;Em 1950, Lee recebeu concessão do Serviço de Patrimônio da União para fazer inovações na ilha. O local, que era apenas um rochedo, logo passou a receber terra e mudas de plantas raras e exóticas, transportadas uma a uma a partir do continente. A grama asiática, por exemplo, foi escolhida para conter a água, diminuindo o processo de lixiviação do solo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além da flora, Lee também fez criadouros para animais. Mas seu interesse primordial era mesmo as energias alternativas. Tanto que, em sua época, a ilha era autosuficiente em matéria de água e energia. Hoje a energia elétrica – disponível apenas à noite – é obtida pelo uso de um gerador. Já a água potável tem de ser trazida do continente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S4LD0CegBtI/AAAAAAAAAJs/Cp24emBrmow/s1600-h/C%C3%B3pia+de+2010_Janeiro_Guaruj%C3%A1+078.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ct="true" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S4LD0CegBtI/AAAAAAAAAJs/Cp24emBrmow/s320/C%C3%B3pia+de+2010_Janeiro_Guaruj%C3%A1+078.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Mas na segunda metade do século XX eram três fontes energéticas limpas usadas. A primeira era a eólica: a torre em forma de farol não é apenas decorativa: sua hélice transformava em energia a força do vento. Usava-se também um inovador método de coleta de energia solar, aliás o primeiro do país. Finalmente, a água da chuva era colhida em um reservatório de 300 mil litros. Hoje se espera que&amp;nbsp;seu mecanismo&amp;nbsp;seja decifrado por especialistas para ser reativado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com tanto zelo, não é por acaso que Lee apelidou o local de “Ilha Encantada”. Após a morte do engenheiro em 1994, a Unaerp assumiu a direção da Fundação Fernando Eduardo Lee, dando continuidade em alguma medida aos projetos científicos implantados. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S4LEUTUzl_I/AAAAAAAAAJ0/RUzEQUT3EoM/s1600-h/C%C3%B3pia+de+2010_Janeiro_Guaruj%C3%A1+171.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ct="true" height="150" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S4LEUTUzl_I/AAAAAAAAAJ0/RUzEQUT3EoM/s200/C%C3%B3pia+de+2010_Janeiro_Guaruj%C3%A1+171.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Hoje o local é um porto seguro para a recuperação de lobos do mar, golfinhos e outros animais marinhos. Ajuda financeira é bem-vinda, pois sua necessidade é visível. “Em 2008, apoio da Petrobrás permitiu iniciar nosso projeto-piloto. Mas ainda há muito a ser feito”, explica a coordenadora do Gremar, a veterinária Andrea Maranho (foto). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A visita à ilha também permite observar o crescente nível de água ao longo das últimas décadas. Um impressionante salão de festas construído à beira-mar está parcialmente inundado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S4LEvv0wVAI/AAAAAAAAAJ8/xQ9Ie-l0tXk/s1600-h/C%C3%B3pia+de+2010_Janeiro_Guaruj%C3%A1+159.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ct="true" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S4LEvv0wVAI/AAAAAAAAAJ8/xQ9Ie-l0tXk/s320/C%C3%B3pia+de+2010_Janeiro_Guaruj%C3%A1+159.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Já a casa-sede construída por Lee, em lugar mais alto, não corre riscos. Escondida no meio da vegetação, ela abriga os estagiários do Gremar na ativa, como a bióloga Aline Braga Moreno, a veterinária Cynthia Viana Faria e a bióloga Jennifer Guariento (na foto, atendendo um atobá com a asa machucada). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Texto e fotos: &lt;em&gt;Monica Martinez&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-6663245777871094649?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/6663245777871094649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2010/02/ilha-encantada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/6663245777871094649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/6663245777871094649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2010/02/ilha-encantada.html' title='A Ilha Encantada'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S4LB0pnx1jI/AAAAAAAAAJM/u76u8GD4GQQ/s72-c/C%C3%B3pia+de+2010_Janeiro_Guaruj%C3%A1+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-5124902651735832973</id><published>2010-01-20T10:00:00.000-08:00</published><updated>2010-01-20T10:01:40.646-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*****América do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='***Araxá (MG)'/><title type='text'>A discreta beleza de Araxá (MG)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S0nh7-SMGjI/AAAAAAAAAIM/80MaiEXjus0/s1600-h/C%C3%B3pia+de+2009_2010_Reveillon_Arax%C3%A1+043.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S0nh7-SMGjI/AAAAAAAAAIM/80MaiEXjus0/s320/C%C3%B3pia+de+2009_2010_Reveillon_Arax%C3%A1+043.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;— Cada um pega um papelzinho e escreve um mico para um colega fazer.&lt;br /&gt;Animada, a guia Cristiane Santana quebra de cara a ideia de que a viagem para Araxá, a 593 quilômetros de São Paulo, será modorrenta. Após a chegada, saudada com chuva torrencial, a cidade mineira revela aos poucos seus encantos. O primeiro, claro, é a gastronomia. Come-se muito bem em Araxá, mesmo nos lugares mais simples. Sobretudo quem está aberto aos sabores do feijão tropeiro, das carnes de porco bem temperadas e das farofas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não se dá um passo sem ouvir certo nome. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S0nia-dXj0I/AAAAAAAAAIc/h0vwB3Y4q2E/s1600-h/C%C3%B3pia+de+2009_2010_Reveillon_Arax%C3%A1+032.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S0nia-dXj0I/AAAAAAAAAIc/h0vwB3Y4q2E/s200/C%C3%B3pia+de+2009_2010_Reveillon_Arax%C3%A1+032.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;— É dona Beja, não Beija, como na televisão — ensina a competente guia &lt;br /&gt;local, &lt;strong&gt;Sibila Reis&lt;/strong&gt; (foto), referindo-se à novela da extinta TV Manchete. Com prenome de sacerdotisa oracular, herdado de uma avó grega, Sibila já adianta que não escaparemos impunes das quitandas e “docins” mineiros. — Vivo brigando com o peso por causa deles... — lamenta. Logo todos estaremos na mesma situação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S0niOr8K2zI/AAAAAAAAAIU/nG8zeRUl0n0/s1600-h/C%C3%B3pia+de+2009_2010_Reveillon_Arax%C3%A1+059.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S0niOr8K2zI/AAAAAAAAAIU/nG8zeRUl0n0/s320/C%C3%B3pia+de+2009_2010_Reveillon_Arax%C3%A1+059.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Dona Beja (sem o i) é um personagem controverso. O melhor contador da história de Anna Jacinta de São José é o guia &lt;strong&gt;João da Fonte&lt;/strong&gt; (foto), que trabalha no Grande Hotel Araxá. Filha bastarda, ela usou a beleza para subir na vida, que foi para lá de atribulada. O museu&amp;nbsp;que leva seu nome&amp;nbsp;não guarda muito mais que uma medalhinha sua. Mas permite visualizar a casa em que supostamente morou, estrategicamente localizada no centro da cidade, bem como móveis e objetos de época. Há também uma lojinha com as camisetas mais bonitas da região, para quem estiver em busca de um souvenir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A memória popular preserva bem a noção da mulher que virava a cabeça dos homens. — Ela foi uma rameira — diz, em bom português, uma empresária que está fazendo as unhas num salão de beleza local. Espevitada ou não, o fato é que a beleza de Maitê Proença impregnou-se no imaginário popular da beldade, uma vez que não há imagens dela, pois no século 19 não era considerado de bom tom os artistas representarem cortesãs. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro local que vale a visita é o museu Calmon Barreto (1909-1994), criado em 1996 para abrigar as obras do mais famoso artista da terra. É dele a bela pintura de dona Beja que abre esta matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S0nisUGZecI/AAAAAAAAAIk/1Bm-tUxwtYc/s1600-h/C%C3%B3pia+de+2009_2010_Reveillon_Arax%C3%A1+082.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S0nisUGZecI/AAAAAAAAAIk/1Bm-tUxwtYc/s320/C%C3%B3pia+de+2009_2010_Reveillon_Arax%C3%A1+082.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Localizada no circuito mineiro das águas, a grande atração de Araxá sem dúvida é o complexo Grande Hotel. A construção em estilo missionário, emoldurada por 450 mil metros de belíssimos jardins idealizados pelo paisagista paulista Burle Marx (1909-1994), foi inaugurada na década de 1940 pelo então presidente Getúlio Vargas, tendo sido destino certo para a elite desejosa de desfrutar os poderes das águas terapêuticas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S0nhfUDPEEI/AAAAAAAAAIE/YCP686t226Y/s1600-h/C%C3%B3pia+de+2009_2010_Reveillon_Arax%C3%A1+025.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S0nhfUDPEEI/AAAAAAAAAIE/YCP686t226Y/s320/C%C3%B3pia+de+2009_2010_Reveillon_Arax%C3%A1+025.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Hoje o Grande Hotel e Termas é administrado pela Rede de Hotéis mineira Ouro Minas. Vale a pena conhecê-lo. Para os abonados, há hospedagem (com diárias que variam de cerca de R$ 900 a R$ 4 000). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os menos abastados, é possível desfrutar dos serviços avulsos do spa, com massagens, banhos como o de lama, bem como as termas sem estar hospedado no hotel. Trata-se de uma oportunidade única de voltar no tempo e circular por salões forrados de mármore de Carrara com lustres de cristal alemão e bibliotecas com livros de época, entre outros mimos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S0njGckVX9I/AAAAAAAAAIs/0jhJGyiGxtw/s1600-h/C%C3%B3pia+de+2009_2010_Reveillon_Arax%C3%A1+064.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S0njGckVX9I/AAAAAAAAAIs/0jhJGyiGxtw/s320/C%C3%B3pia+de+2009_2010_Reveillon_Arax%C3%A1+064.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A visita a cidade, claro, não estaria completa sem uma visita aos Doces Joaninha, a mais famosa doceira da região. Sua ambrosia, doce de leite e ovos, é ímpar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Pelo tamanho de minha cintura vocês podem comprovar que os doces são realmente bons — brinca Luiz Augusto Almeida (foto), o filho da proprietária que se encontra à frente do negócio e prepara uma degustação saborosa para os turistas. Outra opção é dona Cecília, com doces também gostosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale também a pena a visita a sorveteria Frutos do Cerrado. Nesta franquia goiana, deixe para mais tarde delícias que você encontra em outros lugares, como sorvete de milho verde, e experimente frutas típicas do cerrado, como o araticum, o buriti, a cagaita e a mama cadela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há favelas nem miséria à vista em Araxa. Não é somente o turismo o responsável pelo feito. A principal fonte de renda do município é a mineração de nióbio de ferro feita pela CBMM (Cia Brasileira de Metalurgia e Mineração). O nióbio é um metal que empresta solidez às ligas e está presente das lentes de óculos não-reflexivas aos foguetes espaciais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S0njYjFK72I/AAAAAAAAAI0/hJ1GppP4qtg/s1600-h/C%C3%B3pia+de+2009_2010_Reveillon_Arax%C3%A1+065.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S0njYjFK72I/AAAAAAAAAI0/hJ1GppP4qtg/s200/C%C3%B3pia+de+2009_2010_Reveillon_Arax%C3%A1+065.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S0njs1xl7GI/AAAAAAAAAI8/QxeyvnxP0D0/s200/C%C3%B3pia+de+2009_2010_Reveillon_Arax%C3%A1+031.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na foto da esquerda, à direita, a guia Cristiane&amp;nbsp;Santana. Na foto à direita, os participantes da expedição para Araxá (MG) realizada de 28/12/2009 a 2/1/2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto e fotos: Monica Martinez&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-5124902651735832973?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/5124902651735832973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2010/01/discreta-beleza-de-araxa-mg.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/5124902651735832973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/5124902651735832973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2010/01/discreta-beleza-de-araxa-mg.html' title='A discreta beleza de Araxá (MG)'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S0nh7-SMGjI/AAAAAAAAAIM/80MaiEXjus0/s72-c/C%C3%B3pia+de+2009_2010_Reveillon_Arax%C3%A1+043.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-8614747585920708290</id><published>2010-01-08T09:20:00.000-08:00</published><updated>2011-03-25T05:08:49.919-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*****América do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*** Socorro/SP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='** Esportes Radicais'/><title type='text'>Sobre vacas e rapeis</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S0doYMpLTbI/AAAAAAAAAH0/9sJPro1a8i0/s1600-h/DSC01753%5B1%5D.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S0doYMpLTbI/AAAAAAAAAH0/9sJPro1a8i0/s320/DSC01753%5B1%5D.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Sábado, 7 horas da manhã. Após uma semana chuvosa e de frio na cidade de São Paulo eu, minha namorada Bel, minha irmã Valéria com o namorado Beto e os amigos Diogo, Camila, Gugu, Ana, Ale e Érica saímos de casa com o tempo ainda gelado e nublado rumo a Socorro, a aproximadamente 130km da capital paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho à cidade interiorana, que integra o chamado Circuito das Águas, o dia esquenta. Após nos perdermos em alguns trechos da estrada, chegamos ao parque que serviria de base para nossas aventuras com a temperatura em torno dos 27º. Estacionamos os carros, pegamos nossas comandas e vamos logo para o primeiro desafio: rapel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos para os carros e seguimos até o local da atividade. Para quem não conhece, a prática do rapel é a descida de montanhas íngremes, com o auxílio de cordas e equipamentos para sustentação e segurança. No nosso caso, o desafio que teríamos pela frente (e que nem todos encararam), tinha “apenas” 50m.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegamos ao lugar, quem realizará o rapel deve subir o morro andando; quem apenas assistirá pode se acomodar em alguma pedra na base da montanha. O sol, que brilha em um céu com poucas nuvens, castiga a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns dez minutos andando e pronto! Estamos onde se faz as descidas. Os instrutores nos equipam e passam as instruções de como é feito o rapel. Simulamos a ação em um pequeno desnível, com não mais que 3m. Até aí tudo tranqüilo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos para a beira da montanha, cuja face utilizada para a aventura é apenas uma imensa pedra. Agora é de verdade. Sou o segundo a descer e aguardo minha vez com uma mistura de nervosismo, apreensão e curiosidade. Quando chega a minha hora, todos esses sentimentos dão lugar ao medo assim que vejo a altura que nós estamos. Jamais imaginei que 50m podia ser algo tão grande. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo a descida procurando firmar minhas pernas no chão ao máximo, mas logo a mistura de inclinação das pedras com a força da gravidade faz com que eu fique pendurado apenas pela corda. Medo! Consigo me reposicionar e continuo rumo ao solo. Olho para cima e vejo que já percorri boa parte do caminho. Viro para baixo e percebo que ainda falta muito. “Meu deus, como 50m é alto!”. Após metade do trajeto, já estou mais confiante e até arrisco uma parada para posar para fotos. Todo este meu arrojo não dura mais do que 5 segundos. Volto a me agarrar nas cordas, só quero terminar logo com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, pés bem firmes no chão. Em mais três minutos (que parecem horas) venço os 50m. Vou ao encontro daqueles que preferiram se poupar de passar por tudo isso. Dou uma olhada nas fotos, um beijo em minha namorada e sigo novamente em direção ao morro. Teria direito a mais uma descida, que, garantiam os monitores, seria muito mais prazerosa que a primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase chegando ao alto do morro, um encontro me faz tremer. Uma vaca no meio do caminho me olha desconfiada. “Mmmmuuuuu”, ela me saúda. Dou uma de desentendido, olho dissimuladamente para o lado, mas, quando me viro novamente para o animal, ele continua me encarando, agora com um aspecto um pouco mais assustador. “Estou na área dela, ela é mais forte que eu e não conseguimos nos comunicar. Tô fora!”, penso, já tomando a trilha de volta. Descer 50m pendurado em uma corda até vai, mas ser atacado por uma vaca é demais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto: &lt;em&gt;Rodrigo Casarin&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;Foto: &lt;em&gt;Izabel Silveira Bueno (Bel)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-8614747585920708290?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/8614747585920708290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2010/01/sobre-rapeis-e-vacas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/8614747585920708290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/8614747585920708290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2010/01/sobre-rapeis-e-vacas.html' title='Sobre vacas e rapeis'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/S0doYMpLTbI/AAAAAAAAAH0/9sJPro1a8i0/s72-c/DSC01753%5B1%5D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-3030426969915909011</id><published>2009-11-20T06:26:00.000-08:00</published><updated>2009-11-21T04:28:02.950-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='****Argentina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='****Paraguai'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*****América do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**Parques'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*** Foz do Iguaçu'/><title type='text'>Projeto Missões - Parte 12: Foz do Iguaçu</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SwfbDs_6A5I/AAAAAAAAAGc/5Fm-TdejWwQ/s1600/C%C3%B3pia+de+2009_7_Miss%C3%B5es+074.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SwfbDs_6A5I/AAAAAAAAAGc/5Fm-TdejWwQ/s320/C%C3%B3pia+de+2009_7_Miss%C3%B5es+074.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;No dia 17/7/9, sexta-feira, partimos para o lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu. Na hora da saída, Fernanda desce chorando do ônibus. Começava uma tragédia na vida da bela loira de 1,76m, olhos castanhos, 23 anos, formada em Artes Plásticas na Universidade São Judas Tadeu, de São Paulo. Seu pai havia falecido. Ainda sem saber do triste desfecho da história, a jovem pega o primeiro avião para a capital paulista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O restante do grupo, ainda abalado, prossegue na visita às Cataratas. Trata-se de um destino cujos relatos e fotografias não fazem jus à magnificência da vista. Com a criação do Parque Nacional da Foz do Iguaçu, privado, próximo à cidade de Cascavel, foi estabelecido um plano de manejo que diminuiu a mortandade dos animais por atropelamento de 1.000 por ano para próximo de zero. As entradas são organizadas, com um pequeno, mas atraente museu que explica a formação da área. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, ônibus novos e limpos conduzem os turistas para as quedas propriamente ditas. O lado brasileiro se revela aos poucos, cortina de quedas que aumentam de tamanho e volume até se chegar à Foz. Capas de chuva são recomendadas para chegar seco ao agradável restaurante local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À tarde, a visita a Ciudad Del Este, no Paraguai, para a compra de eletrônicos. Para quem deseja escapar do clima de 25 de março e dos produtos vendidos ilegalmente, a dica é procurar uma das lojas grandes, como a Monalisa, que vendem artigos com nota fiscal – o que facilita na volta a passagem sem susto pela alfândega. Compras de até US$ 300 por pessoa são isentas de imposto. O que exceder este valor é taxado em 50%.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Swfbu1fP0vI/AAAAAAAAAGk/z9P42c8RNXM/s1600/C%C3%B3pia+de+2009_7_Miss%C3%B5es+095.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Swfbu1fP0vI/AAAAAAAAAGk/z9P42c8RNXM/s320/C%C3%B3pia+de+2009_7_Miss%C3%B5es+095.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No sábado, 18 de julho, o dia começa com a visita à Usina Hidrelétrica de Itaipu, um marco da tecnologia humana. O dia está fechado e não se vê a água mover as turbinas, mas a visita ao Ecomuseu vale a pena para conhecer a história da instalação. A lojinha local também possui produtos atraentes, bem feitos e com preço acessível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À tarde, o programa é a visita ao lado argentino da Foz. Convém dizer que 80% das quedas estão na Argentina, e é única a experiência de caminhar pelas passarelas reconstruídas (elas foram levadas pelas águas na grande enchente de 1992) para ver a Garganta do Diabo. O destaque desta caminhada fica por conta de variados pássaros, como as gralhas azuis, mansas e belas que povoam a área. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer lado, é imperdível o passeio de bote, que permite conhecer as cataratas beeeeem de perto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passeio encerra-se na Churrascaria Rafain, que tem filiais nos Estados Unidos. O simpático show ao vivo homenageia vários países e o Brasil estaria melhor representado com uma versão mais contemporânea e criativa do que a exibida, com a já batida imagem da mulata burra e fornida e do sambista malandro...&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Swfb3mqpIsI/AAAAAAAAAGs/dGzvkNv_9K8/s1600/C%C3%B3pia+de+2009_7_Miss%C3%B5es+112.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Swfb3mqpIsI/AAAAAAAAAGs/dGzvkNv_9K8/s320/C%C3%B3pia+de+2009_7_Miss%C3%B5es+112.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, a volta para São Paulo começa pelos campos dourados do Estado do Paraná. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos e texto: Monica Martinez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado, foto do quati (&lt;em&gt;Nasua nasua&lt;/em&gt;). O nome, do tupi &lt;em&gt;coati&lt;/em&gt;,&amp;nbsp;quer dizer "nariz pontudo".&amp;nbsp;O mamífero carnívoro é muito comum na região, mas cuidado: ele pode "roubar" seu saquinho de batatinhas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-3030426969915909011?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/3030426969915909011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/11/projeto-missoes-parte-12-foz-do-iguacu.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/3030426969915909011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/3030426969915909011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/11/projeto-missoes-parte-12-foz-do-iguacu.html' title='Projeto Missões - Parte 12: Foz do Iguaçu'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SwfbDs_6A5I/AAAAAAAAAGc/5Fm-TdejWwQ/s72-c/C%C3%B3pia+de+2009_7_Miss%C3%B5es+074.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-8095703689473768826</id><published>2009-10-23T13:35:00.000-07:00</published><updated>2009-10-23T14:24:54.323-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**Projeto Missões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='****Argentina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**Wanda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*****América do Sul'/><title type='text'>Projeto Missões - Parte 11: as minas de ametistas de Wanda</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_1256332561535" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SuITJju9uiI/AAAAAAAAAGE/ms1WCJGN-Es/s320/Site_Wanda1.jpg" vr="true" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Chove e o dia está próximo do fim (o que significa pouca luz para ver o local) quando chegamos à Wanda, na Província argentina de Missiones. Até então, o nome Wanda era referência de uma marca de tinta e da comédia estadunidense Um Peixe Chamado Wanda (A Fish Called Wanda, 1988), com os ótimos John Cleese, Jamie Lee Curtis, Kevin Kline e Michael Palin. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;A partir de então, Wanda quer dizer um mergulho no coração da terra para ver o local onde brotam semi-preciosas. Trata-se de uma camada de basalto maciço que se estende até Brasília, fruto de um derramamento primevo de lavas vulcânicas. Com o esfriamento ocorreram bolhas de ar que, ao longo dos milhões de ano, se transformaram nos geodos que hoje vemos incrustados nas paredes de rocha. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SuITUgG6l5I/AAAAAAAAAGM/bvZLHJ6LWl4/s1600-h/Site_Wanda2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SuITUgG6l5I/AAAAAAAAAGM/bvZLHJ6LWl4/s320/Site_Wanda2.jpg" vr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os minerais que estavam no interior desses geodos são responsáveis pela variação de cor e pela dureza das ametistas ali aninhadas. Em geral, quanto mais intenso o brilho da pedra, maior seu valor. Por isso, quanto mais roxa a ametista, mais cobiçada ela é. O mesmo vale para a dureza, pois quanto mais resistente, mais ela pode ser trabalhada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa parte geológica da expedição,&amp;nbsp;hora de embarcar rumo à Nova Iguassu, já no Brasil – onde um jantar brasileiro nos espera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos e texto: &lt;em&gt;Monica Martinez&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-8095703689473768826?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/8095703689473768826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/10/projeto-missoes-parte-9-as-minas-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/8095703689473768826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/8095703689473768826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/10/projeto-missoes-parte-9-as-minas-de.html' title='Projeto Missões - Parte 11: as minas de ametistas de Wanda'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SuITJju9uiI/AAAAAAAAAGE/ms1WCJGN-Es/s72-c/Site_Wanda1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-4633729954504143729</id><published>2009-10-17T06:40:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T07:37:55.583-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**Projeto Missões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='****Argentina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*Che Guevara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*****América do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**História'/><title type='text'>Projeto Missões - Parte 10: o local da infância de Che Guevara</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/StnWHildbVI/AAAAAAAAAF0/dORTLK1Xk6M/s1600-h/Site_Solar+do+Che+.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/StnWHildbVI/AAAAAAAAAF0/dORTLK1Xk6M/s320/Site_Solar+do+Che+.jpg" vr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;É com um misto de reverência e curiosidade que muitos do grupo se aproximam ao Solar de Che Guevara, em Caraguatay, no departamento de Montecarlo, na província de Misiones. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se do local onde o revolucionário argentino (1928-1967) viveu até os quatro anos de idade. São poucos, no entanto, que seguem na visita às ruínas da casinha onde a família morou, que é feita com guarda-chuva e capa debaixo de um aguaceiro torrencial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão é modesta, mas vale a pena. Afinal, esta parte da história não está contada nem em O Diário de Motocicleta, filme que aborda a juventude do revolucionário do diretor brasileiro Walter Salles, de 2004, nem em "Che", o relato de sua saga revolucionária feito pelo diretor estadunidense Steven Soderbergh, de 2008 (este, aliás, um filme para iniciados, difícil de ser visto por quem não sabe de cor os detalhes biográficos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz o guia local, Diego Cabral, que a mãe e o pai de El Che fugiram para Caraguatay quando ela engravidou antes do casamento. O que na comunidade de classe média alta que pertenciam não era visto com, digamos, bons olhos. Tanto que o biógrafo do argentino, o escritor Jon Lee Anderson, baseado em relatos orais, defende que Che não nasceu no dia 14 de junho, mas um mês antes – mudança de data conveniente para se ajustar à data do casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai de Che, Ernesto Guevara Lynch, um empreendedor descendente de irlandeses, viu no local um ponto promissor para o plantio de mate e a extração de madeira. O menino nascido em Rosário, que sofria de asma, não se aclimatou ao local úmido no meio da mata, aliás, preservada hoje com a criação do Parque Provincial Ernesto Guevara de la Serna. Basta caminhar um pouco pelas trilhas que saem da sede para ver o ponto mais estreito do rio Paraná e, a 500 metros dali, na outra margem, o Paraguai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/StnWdlu3a3I/AAAAAAAAAF8/IJWkzdwsasc/s1600-h/Site_Solar+do+Che.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/StnWdlu3a3I/AAAAAAAAAF8/IJWkzdwsasc/s320/Site_Solar+do+Che.jpg" vr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Em busca de ares mais secos, em 1932 a família de Che muda-se para Altagracia, em Córdoba. Mas parece que o pequeno não esqueceu o espírito empreendedor do pai e as histórias sobre vida comunal ouvidas nas missões. Nem as lições dadas pela mãe, Célia de La Serna, responsável por parte de seus estudos fundamentais, baseados na biblioteca de cerca de três volumes com obras de Marx, Engels e Lenin distribuídas pelas residências do casal. No ambiente familiar, Che ainda ouve os primeiros diálogos da mãe com o pai a respeito dos direitos dos tralhadores contratados nos empreendimentos familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da visita, nos espera um churrasco portenho capitaniado pelo consultor local, Ricardo Brizuela, no Quicho da Mariela. Sobre esta parte da expedição, vale a leitura do &lt;i&gt;blog &lt;/i&gt;da jornalista Risomar Fassanaro (http://pbondaczuk.blogspot.com/2009/09/quicho-da-mariela-por-risomar-fasanaro.html).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pela riqueza das fotos e informações, uma dica é consultar o site do Solar de Che (http://www.solardelche.com. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos e texto: &lt;i&gt;Monica Martinez&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-4633729954504143729?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/4633729954504143729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/10/projeto-missoes-parte-10-o-local-da.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/4633729954504143729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/4633729954504143729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/10/projeto-missoes-parte-10-o-local-da.html' title='Projeto Missões - Parte 10: o local da infância de Che Guevara'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/StnWHildbVI/AAAAAAAAAF0/dORTLK1Xk6M/s72-c/Site_Solar+do+Che+.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-6823744139420574046</id><published>2009-10-08T12:58:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T07:12:14.311-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**Projeto Missões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='****Paraguai'/><title type='text'>Projeto Missões - Parte 9: As missões paraguaias</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Ss4u0c3b99I/AAAAAAAAAFc/woMLkIIGh1w/s1600-h/Site1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Ss4u0c3b99I/AAAAAAAAAFc/woMLkIIGh1w/s320/Site1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Logo após o café da manhã, a expedição parte para Encarnácion, no Paraguai. A meta é visitar as ruínas de duas missões. A primeira visita feita é à Mision Jesuitica de Santíssima Trinidad Del Parana. Lá nos aguarda a guia Cintia Martinez, que explica que a missão foi fundada em 1726 e declarada patrimônio da humanidade pela Unesco em 11 de dezembro de 1993. O que impressiona no local são os detalhes majestosos, como a estátua de São Pedro logo no portal de entrada, a elaborada pia batismal e os notáveis detalhes em baixo relevo que ornam as paredes da igreja. Um pequeno museu guarda ossadas de chefes indígenas que lá viveram e atraem a atenção de adultos e crianças. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Ss4u_Ek5vVI/AAAAAAAAAFs/8uELCTAp11U/s1600-h/Site.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Ss4u_Ek5vVI/AAAAAAAAAFs/8uELCTAp11U/s320/Site.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O item mais encantador da segunda redução paraguaia, Jesus de Tavarengue, não são as ruínas bem preservadas – afinal se trata da redução mais nova, que nem chegou a acabar de ser construída uma vez que o ciclo das reduções se encerrou antes de sua finalização. Mas uma jovem de 16 anos, Tamares Martinez, que trabalha como guia voluntária. Pequenina e com um eterno sorriso nos lábios, ela se abre com o grupo: “Como sou de menor, não posso receber soldo”, explica, dizendo que não ganha salário para ali ajudar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Ss4u5iZIWnI/AAAAAAAAAFk/iXgC0Xf2Ysc/s1600-h/Site3.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Ss4u5iZIWnI/AAAAAAAAAFk/iXgC0Xf2Ysc/s320/Site3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Embora o dinheiro certamente fosse bem-vindo, ela é voluntária simplesmente porque é convicta da importância de transmitir a história da redução para os visitantes. Com esse objetivo em mente, Tamares conta que depois da expulsão dos jesuítas a missão foi conduzida por padres dominicanos e franciscanos. “Como não falavam guarani, eles não conseguiam se comunicar bem com os povos locais”, lamenta. Felizmente o nosso “portunhol” é suficiente para entender a grandiosidade da missão dessa jovem na preservação de parte importante da cultura paraguaia.&lt;br /&gt;Jesus é a última missão a ser visitada pela expedição antes do retorno a Posadas e o jantar no restaurante Cavas. Agora o roteiro mudará radicalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos e texto: Monica Martinez&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-6823744139420574046?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/6823744139420574046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/10/projeto-missoes-parte-9-as-missoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/6823744139420574046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/6823744139420574046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/10/projeto-missoes-parte-9-as-missoes.html' title='Projeto Missões - Parte 9: As missões paraguaias'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Ss4u0c3b99I/AAAAAAAAAFc/woMLkIIGh1w/s72-c/Site1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-120145570858488048</id><published>2009-09-22T11:32:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T07:14:11.390-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**Projeto Missões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='****Argentina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*****América do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='***Posadas'/><title type='text'>Projeto Missões - Parte 8: A surpreendente Posadas</title><content type='html'>&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Srka5KE_yoI/AAAAAAAAAFM/rZ4IckAeBFM/s1600-h/Maria+do+Carmo.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Srka5KE_yoI/AAAAAAAAAFM/rZ4IckAeBFM/s320/Maria+do+Carmo.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;No final do terceiro dia, chegamos a Posadas, bela cidade de menos de quatrocentos mil habitantes aninhada às margens do rio Paraná. O Hotel Júlio César é aconchegante e tem aquecimento central. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jantar, no restaurante La Querência, guarda uma surpresa: o bate-papo animado com Aparecida dos Santos, Maria Valentina Lopes e Eibel Batista. A primeira não se deixou abater por um mal estar temporário na saúde e desfruta animadamente toda viagem. A segunda, uma guerreira sempre exuberante e alto astral, criou com garra, coragem e muito empreendedorismo os dois filhos depois da separação. Finalmente a doce Eibel, professora dedicada do ensino fundamental, viajou sem o marido, José Alberto, que apresentou reação à vacina contra a febre amarela e infelizmente não pôde embarcar com o grupo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SrkbQo41W3I/AAAAAAAAAFU/U2KGg8hhRD8/s1600-h/Maria+do+Carmo2.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SrkbQo41W3I/AAAAAAAAAFU/U2KGg8hhRD8/s200/Maria+do+Carmo2.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Após o jantar, outra novidade: “Acho que vale a pena lembrar o passeio pela Praça 9 de Julho, que foi muito interessante. A limpeza e o cuidado daquela praça nos deixaram admirados”, lembra a professora Maria do Carmo Hegeto. De fato, passadas às 23h, as pessoas caminham tranquilamente pelo local, levando seus cães para passear. Ela continua: “Tanto que a Nádia, a Fernanda e a Priscili resolveram desfilar e tal fato não poderia ter passado despercebido”, recorda.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Em frente ao Cassino, a descoberta do teto espelhado deixa encantada Hiroko França. “Observe que ela não sabia estar sendo fotografada e apontava toda admirada o efeito do espelho”, lembra Maria do Carmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto: &lt;em&gt;Monica Martinez&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Fotos: &lt;em&gt;Maria do Carmo Hegeto&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-120145570858488048?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/120145570858488048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/09/projeto-missoes-parte-8-surpreendente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/120145570858488048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/120145570858488048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/09/projeto-missoes-parte-8-surpreendente.html' title='Projeto Missões - Parte 8: A surpreendente Posadas'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Srka5KE_yoI/AAAAAAAAAFM/rZ4IckAeBFM/s72-c/Maria+do+Carmo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-3367513198792676585</id><published>2009-09-15T11:33:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T07:14:40.944-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**Projeto Missões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='****Argentina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*****América do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='***San Ignacio Mini'/><title type='text'>Projeto Missões - Parte 7: San Ignacio Mini</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Sq_kMh5bDmI/AAAAAAAAAFE/xvjzvaNejuI/s1600-h/San+Ignacio+Mini2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 307px; height: 230px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Sq_kMh5bDmI/AAAAAAAAAFE/xvjzvaNejuI/s320/San+Ignacio+Mini2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381770983639813730" /&gt;&lt;/a&gt; Na Argentina, o primeiro destino é San Ignacio Mini. No pequeno museu da entrada, mãe e filha pequena olham atentamente para a maquete da redução fundada em 1631 pelos padres José Cataldino e Simón Masceta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina é pequena demais para entender de História, tampouco de arquitetura. Mas a maquete é tão simbolicamente expressiva que até ela compreende que se trata de uma cidadela com igreja, casinhas e escola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ela não sabe é que a redução foi constantemente atacada por bandeirantes. Aqui, eles não têm a fama de desbravar fronteiras como no Estado de São Paulo, onde dão hoje nome a rodovias como a Raposo Tavares. São chamados de “cazadores portugueses de esclavos”. Dispensável a tradução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indispensável, porém, dizer que os ataques foram tão intensos que o povo deixou a redução um ano depois de fundada e abrigou-se nas margens do rio Yabebirí, onde fica a atual Província argentina de Missiones que visitamos. As ruínas atuais de San Ignacio são de 1696. Resistiram firmes e fortes até 1817, por precisos 121 anos. Até serem destruídas por paraguaios, jovem nação que havia se tornado independente apenas seis anos antes, em 1811.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Sq_kEKDd1jI/AAAAAAAAAE8/jaY4pNYNgPk/s1600-h/San+Ignacio+Mini1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 307px; height: 230px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Sq_kEKDd1jI/AAAAAAAAAE8/jaY4pNYNgPk/s320/San+Ignacio+Mini1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381770839800534578" /&gt;&lt;/a&gt; Esta redução não tem preservada a fachada da igreja, como São Miguel, no Brasil. Mas nela restam ainda os muros de pedra das “vivendas” (casas), as ruas espaçosas e fantásticos entalhes nas pedras, bem como pisos diferentes para cada ano da classe escolar, permitindo ao visitante “mergulhar” com intensidade na grandiosidade estética das missões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos e texto: &lt;em&gt;Monica Martinez&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-3367513198792676585?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/3367513198792676585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/09/projeto-missoes-parte-7-san-ignacio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/3367513198792676585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/3367513198792676585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/09/projeto-missoes-parte-7-san-ignacio.html' title='Projeto Missões - Parte 7: San Ignacio Mini'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Sq_kMh5bDmI/AAAAAAAAAFE/xvjzvaNejuI/s72-c/San+Ignacio+Mini2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-1738347570360439076</id><published>2009-09-01T04:55:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T07:13:09.914-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**Projeto Missões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><title type='text'>Projeto Missões - Parte 6: a difícil passagem para a Argentina</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Sp0hhyPcHqI/AAAAAAAAAEk/hVQpLM-tmUI/s1600-h/Site_Miss%C3%B5es+109.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Sp0hhyPcHqI/AAAAAAAAAEk/hVQpLM-tmUI/s320/Site_Miss%C3%B5es+109.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376490394456170146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na terça-feira, 14 de julho, depois de um farto café da manhã, partimos para a missão de San Ignácio, que fica na Argentina. O dia está ensolarado e a viagem segue tranquila até a cidadezinha de Porto Xavier, com seus pouco mais de 11 mil habitantes. Do outro lado da margem do majestoso Rio Uruguai está a cidade argentina de San Xavier. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da aparência bucólica, trata-se de uma passagem importante. Aliás, pelo Porto Internacional de Porto Xavier passam muitas pessoas e carga, como as cebolas argentinas que abastecem os mercados nacionais. Não há ponte e a transferência é feita por balsas ou pequenos barcos. No posto da Polícia Federal, alguns agentes usam máscaras para proteger-se contra o vírus da gripe. Nesse momento, a Argentina é um dos países mais afetados. Estamos no auge do surto e os passageiros do ônibus não deixam de ficar apreensivos com a demora na liberação da documentação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você está acostumado a cruzar com tranqüilidade as fronteiras virtuais entre os países da comunidade econômica européia? Pois esqueça. Não há nada que lembre aquela facilidade nas fronteiras que integram os países do Mercosul. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o início de uma saga pessoal. Pela falta de um documento de Laura, o agente federal não nos permite deixar o país. Fico olhando para ele, apatetada, até compreender toda a complexidade da situação. Não adianta explicar que estamos numa excursão e que ficaremos para trás. Inflexível, Rodrigo diz que pode até aceitar a documentação por fax, mas é o máximo que pode fazer. Depois da perplexidade inicial, confesso que sinto um imenso respeito pelo profissional que está cumprindo seu dever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos para trás eu, meu marido, Laura e, a pedido de Marcos, um jovem guia, Caio, estudante de turismo da Faculdade São Judas, de São Paulo. Através do contato pelo celular entre Caio e Marcos, nos sentiremos o tempo todo apoiados pela equipe. Contudo, no momento, não há palavras que descrevam a sensação de ver o ônibus embarcando na balsa sem nós. Por outro lado, há também uma certa sensação de aventura, aquele frio na barriga “do que virá pela frente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter solicitado o envio do documento que falta a São Paulo (o que exigiria uma ida a um cartório paulistano e o despacho via fax do documento), procuramos um lugar para almoçar. A indicação é a lanchonete da Suzy. Depois de caminharmos umas três quadras, por simpáticas casinhas pintadas com capricho, somos acolhidos num local simples por uma garotinha loira de não mais que 9 anos, que imediatamente nos arruma uma mesa no local cheio graças a sua comida caseira bem feita vendida por sistema de quilo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta, percebemos que a fronteira fecha na hora do almoço e não há ninguém no local para receber o fax que estava sendo despachado de São Paulo. Precisamos passar logo para o outro lado para encontrar com o pessoal que almoça no restaurante La Carpa Azul, já em San Ignácio. Caminhamos até descobrir um despachante, cujas atendentes gentilmente aceitam receber o fax. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos informados de que não poderemos pegar a balsa, mas teremos de comprar passagens de R$ 7 por pessoa para cruzar o rio de lancha, na verdade pequenos barcos de madeira que ficam à disposição no local. Caio providencia a compra dos bilhetes. A fronteira abre e a multidão de pessoas e carros move-se como um rebanho apressado em direção à balsa. Sem pensar muito, seguimos a multidão e damos de cara com o agente federal, que nos lança um olhar reprovador, desconfiado, como se estivéssemos tentando burlar a lei. Exibo o papel solicitado, que é carimbado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto ficamos aguardando a saída da lancha, cujo condutor liga de seu celular providenciando um táxi para nós do outro lado do rio, conversamos com Odair, um dos  policiais que guarda a área. Com 20 e poucos anos, ele reside na cidade fronteiriça pelo mesmo tempo e nunca teve a chance ou a curiosidade de passar para o lado argentino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num primeiro momento, fico perplexa. Afinal, estamos vindo de tão longe para conhecer a região. Logo um segundo pensamento me cruza a mente: quantas coisas e pessoas existem ao nosso entorno onde moramos e trabalhamos que também não nos damos ao trabalho de conhecer? Vizinhos, locais, parques, museus, feiras... Ocorre-me que no fundo somos todos iguais, elegando falta disso ou daquilo, tempo ou dinheiro, para nos vincular mais à nossa própria comunidade. Na hora do clique, Odair tira rapidamente a máscara anti-gripe para sair bem na foto. Sorrio. De fato, somos todos iguais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de carimbar os papéis do outro lado, seu Moreira é o jovem taxista que nos guia pela Província de Missiones em seu maltratado Uno bordô ano 2 000. Seguimos os 60 km pela Rota Nacional 12 que nos separa do grupo, que já almoça em San Ignácio. Filho de brasileiros, ele começou a residir com os pais numa colônia rural. Hoje tem família bem aculturada, com dois filhos, um de 14 e outro de 7, e não pensa em fazer o caminho de volta ao Brasil. Seu Moreira fica encantado com as bananas passas que oferecemos: achamos um brasileiro que não conhecia a iguaria nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto rodamos pela Província, com seus campos pouco cultivados, embora sem vegetação original preservada, as garotas do grupo têm uma surpresa e tanto no La Carpa Azul. E não estamos falando dos pasteizinhos fabulosos, que eram espartanamente distribuídos na medida de dois por pessoa. Nem do restante do menu, que talvez não estivesse ao gosto de todos. “Bom a Iara, o Vitor e o Ivan adoraram a carne, pois eles adoram sangue! Mas a Iara falou que a carne dela estava muito assada, completamente o oposto da minha que veio quase mugindo no meu prato!”, brinca a professora e atriz Nádia Hegeto, 20, que viajava com a mãe, a também docente Maria do Carmo Hegeto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motivo do alvoroço foram os quatro ônibus repletos de mecânicos de todas as idades da fórmula Truck que desembarcaram no estabelecimento. “Era um verdadeiro &lt;em&gt;self service&lt;/em&gt; de homens”, ri Nádia. “Quando eu, Fernanda, Priscili e Karla nos levantamos para ir ao banheiro, eles nos aplaudiram muito. Foi um momento hipervergonha, mas gostamos de ter abalado sem querer. Exceto a Pri, que odiou essa situação”, lembra a falante Nádia, que durante a excursão conquistou a todos pelo bom-humor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, o grupo de jovens, evidentemente sentado no fundão do ônibus, incluía além de Ivan e Vitor a designer de moda Fernanda Toneto Rodrigues, as estudantes Priscili Silva Souza e Ana Paola Castro, a artista plástica e docente de ensino fundamental Ana Karla Chaves Muner, bem como o artista plástico Daniel Pitorri Benedito. Sem eles a viagem teria sido infinitamente menos interessante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos e texto: Monica Martinez&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-1738347570360439076?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/1738347570360439076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/09/projeto-missoes-parte-6-dificil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/1738347570360439076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/1738347570360439076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/09/projeto-missoes-parte-6-dificil.html' title='Projeto Missões - Parte 6: a difícil passagem para a Argentina'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Sp0hhyPcHqI/AAAAAAAAAEk/hVQpLM-tmUI/s72-c/Site_Miss%C3%B5es+109.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-6293025469686391412</id><published>2009-08-25T14:51:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T07:10:06.163-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**Projeto Missões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**História'/><title type='text'>Projeto Missões - Parte 5: uma cidade que cortou suas raízes</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SpRhycLfQRI/AAAAAAAAAEc/Lr6z4HQ_Lzg/s1600-h/Projeto+Miss%C3%B5es_Parte+5_Nadir.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SpRhycLfQRI/AAAAAAAAAEc/Lr6z4HQ_Lzg/s320/Projeto+Miss%C3%B5es_Parte+5_Nadir.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374027774545576210" /&gt;&lt;/a&gt; — Por que não roubam moto de japonês? — pergunta Marcos, arregalando suavemente os olhos orientais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira vez que a piada foi contada, na viagem para o Rio Grande do Sul, todos se entreolharam discretamente. Descendente de japonês teria isenção diplomática para contar piadas politicamente incorretas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que todos já estão acostumados com a seriedade de Marcos, o deleite é geral e visível na hora das pegadinhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Por que japonês compra Yamaha — diz Marcos, separando bem o Y do Amaha, o que faz o nome da empresa soar como “e... amarra”. Outras piadas serão contadas, mas nenhuma agradará mais que esta, que sempre é solicitada durante as rodadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do almoço, e ainda acompanhados de Nadir, seguimos para Santo Ângelo, antiga redução jesuítica que fica a 65 quilômetros de São Miguel das Missões. O ar histórico, aqui, se perdeu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade tem 77 500 habitantes que descendem de portugueses e, mais recentemente, de outros povos imigrantes europeus e, ainda mais recentemente, paulistas e paranaenses, que começaram a repovoar a área a partir de 1828 sob ordens do general Gomes Freire de Andrade, que tinha como objetivo impedir o retorno dos indígenas à área. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SpRgnNSEDTI/AAAAAAAAAEU/X2u3wo6BCTg/s1600-h/Projeto+Miss%C3%B5es_Parte+5_Santo+Angelo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SpRgnNSEDTI/AAAAAAAAAEU/X2u3wo6BCTg/s320/Projeto+Miss%C3%B5es_Parte+5_Santo+Angelo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374026482056432946" /&gt;&lt;/a&gt; Não é, portanto, por acaso que não resta pedra sobre pedra das construções jesuíticas, nem orgulho de suas raízes – o que Nadir lamenta muito. Aliás, ela explica que as casas mais antigas foram construídas com esse material.  É justamente o caso do Museu Doutor José Olavo de Machado, construção do século 19 que recebe o grupo graças a um acordo prévio com a expedição, embora seja uma segunda-feira, dia em que o local é fechado para visitação. No interior do museu, uma maquete permite visualizar os dias de glória do local, quando o guarani era o idioma oficial — embora ele ainda componha 20% do que o brasileiro fala segundo Nadir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos e texto: &lt;em&gt;Monica Martinez&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-6293025469686391412?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/6293025469686391412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/08/projeto-missoes-parte-5-uma-cidade-que.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/6293025469686391412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/6293025469686391412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/08/projeto-missoes-parte-5-uma-cidade-que.html' title='Projeto Missões - Parte 5: uma cidade que cortou suas raízes'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SpRhycLfQRI/AAAAAAAAAEc/Lr6z4HQ_Lzg/s72-c/Projeto+Miss%C3%B5es_Parte+5_Nadir.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-43917270182865970</id><published>2009-08-18T05:11:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T07:07:54.977-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**Projeto Missões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**Gastronomia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**Enologia'/><title type='text'>Projeto Missões - Parte 4: vinhos orgânicos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Soqiyk3_5nI/AAAAAAAAAEM/wEpv5fYiQjI/s1600-h/2009_7_Miss%C3%B5es+083.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 160px; height: 120px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Soqiyk3_5nI/AAAAAAAAAEM/wEpv5fYiQjI/s320/2009_7_Miss%C3%B5es+083.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371284495368447602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Três pontos são fundamentais para o agroturismo: a herança cultural (oferecer algo que está entranhado nas raízes do lugar ou da família), a atenção com o meio ambiente e... a gastronomia. Essa lição, ensinada por Leandro Carnielli, pequeno proprietário de Venda Nova do Imigrante e presidente da Agrotures (Associação de Agroturismo do Estado do Espírito Santo), se aplica com perfeição à Vinícola Fin, localizada na altura do quilômetro 508 da Rodovia BR 285, no município de Entre-Ijuisa, a 38 quilômetros de São Miguel das Missões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse 13 de agosto, felizmente uma segunda-feira, à porta do estabelecimento está o proprietário Jorge Fin, que à semelhança de Carnielli é descendente de italianos da região do Vêneto. As paredes do local estão cobertas com fotografias antigas, uma das quais do avô Luigi, que chegou em 1876 vindo da comuna de Arzignano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis hectares plantados de videiras, na região até pouco tempo dominada pela soja, envolvem o recinto onde ele produz vinhos finos e de mesa em imensas pipas de aço inoxidável, tirando proveito do fato de que as uvas ali são colhidas 40 dias antes das serras gaúchas. Jorge deixou uma segura carreira na área de &lt;em&gt;marketing &lt;/em&gt;de um banco para empreender o negócio, resgatando a viticultura praticada por seus antepassados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os participantes da expedição degustam com prazer os diferentes tipos de vinhos, acompanhados por copa, queijo, salame e pão produzidos na propriedade, ele fala com evidente orgulho da ótima safra de 22 graus de açúcar de 2009, resultado de 90 dias de sol sem chuva na época da colheita. Graças a essa providência divina, vinhos como o Ancellota, de coloração vermelho rubi intenso e aroma frutado de amora, cereja, com notas de amêndoa, caramelo e café torrado, poderão amaciar seus taninos e envelhecer com calma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fora, as videiras já podadas estão prestes a serem amarradas com vime para ficarem firmes para a brotação de folhas que começará na primavera. Esse é apenas um dos cuidados da plantação biodinâmica, um método orgânico inspirado no filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925) conhecido pelo respeito ao meio ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De cabelos loiros curtos e um eterno sorrido nos lábios, Jorge alerta os comensais para guardarem um espaço para o almoço. Quem o está providenciando pessoalmente é sua esposa, Eliana. Pequena e magrinha, ela transita pelo espaço com a leveza de uma fada e logo oferece um delicioso &lt;em&gt;cappeleti in brodo&lt;/em&gt;, caldo que cozinhou lentamente por oito horas.  Seguem-se pasta verde e galinha criada no milho, regados a pão caseiro e, para finalizar, uma seleção de doces feitos na propriedade, como o imperdível sagu cozido no suco de uva da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final do banquete, as pessoas circulam espontaneamente pelo local, como se estivessem na casa de um parente querido. O estudante de Letras da Universidade de São Paulo, Ivan Pasta Zanni, 23, com mais de 1m70, magro, de traços finos e sempre pronto a fazer  comentários gentis aos integrantes da expedição, observa tranquilamente o lago com seu pedalinho atracado na margem. Ivan viaja com o irmão, Vítor, 20, aluno do curso de Química da USP e a mãe, a historiadora Iara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora da saída, Jorge lamenta que não teve tempo de engarrafar a safra de grapa, a aguardente feita de uva. Felizmente os produtos podem ser adquiridos pelo site http://www.vinicolafin.com.br. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos e texto: &lt;em&gt;Monica Martinez&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-43917270182865970?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/43917270182865970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/08/projeto-missoes-parte-4-vinhos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/43917270182865970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/43917270182865970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/08/projeto-missoes-parte-4-vinhos.html' title='Projeto Missões - Parte 4: vinhos orgânicos'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Soqiyk3_5nI/AAAAAAAAAEM/wEpv5fYiQjI/s72-c/2009_7_Miss%C3%B5es+083.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-4312351096885721722</id><published>2009-08-11T09:58:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T07:10:42.328-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**Projeto Missões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**História'/><title type='text'>Projeto Missões - Parte 3: São Miguel das Missões</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SoHaos8EoiI/AAAAAAAAAD8/3QQNJ53wX7g/s1600-h/Site_2009_7_Miss%C3%B5es+010.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SoHaos8EoiI/AAAAAAAAAD8/3QQNJ53wX7g/s320/Site_2009_7_Miss%C3%B5es+010.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368812623595086370" /&gt;&lt;/a&gt; Após o café da manhã no &lt;em&gt;Wilson Park Hotel&lt;/em&gt;, os integrantes da expedição embarcam no ônibus com destino ao sítio arqueológico de São Miguel Arcanjo. Como o local não fica distante, algumas pessoas decidem caminhar até lá, chegando à entrada quase ao mesmo tempo em que as demais descem do veículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sítio é tombado desde 1983 pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade. Da entrada se vê o &lt;em&gt;Museu das Missões&lt;/em&gt;, pequena construção idealizada pelo arquiteto Lúcio Costa para abrigar as imagens sacras feitas pelos guaranis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em frente ao museu, uma cena de tirar o fôlego: as ruínas de São Miguel. A parte frontal ainda está preservada, permitindo desfrutar a grandiosidade da igreja construída de 1735 e 1745. O resto da redução tem de ser imaginado a partir das plantas conservadas no museu e das imagens que a guia construirá com palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as demais, essa missão foi construída sob orientações dos jesuítas, ordem religiosa fundada em 1534 pelo basco Inácio de Loyola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de se tornar religioso, Loyola tinha sido militar e sua ordem primou pela organização e obediência à hierarquia. A &lt;em&gt;Companhia de Jesus&lt;/em&gt; logo atrai um pelotão de padres devotados à glória divina, opositores da escravidão e incentivadores dos estudos e das artes. A cruz missioneira postada em frente ao museu remete à união simbólica entre a espada e a fé cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jesuítas se espalharam pelo mundo. Alguns, como Francisco Xavier, nunca chegaram ao seu destino, a China. Outros tiveram melhor sorte, como o padre Cristovão de Mendonça, que em 1632 fundou São Miguel, a primeira missão jesuítica no que hoje é a área do Mercosul. Seguiram-se seis outras: São Francisco de Borja, São Nicolau, São Luiz Gonzaga, seguidas de São João Baptista, São Lourenço Mártir e Santo Ângelo Custódio, formando os chamados &lt;em&gt;Sete Povos das Missões.  &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Rodeada dos integrantes da expedição, a professora de história da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Nadir Damiani, explica que os aldeamentos, construídos a partir de plantas feitas pelo jesuíta e arquiteto Gian Battista Primoli, eram muito semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SoHcSq_bNPI/AAAAAAAAAEE/8BcnRMU_jVk/s1600-h/Site_planta+Miss%C3%B5es.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 307px; height: 230px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SoHcSq_bNPI/AAAAAAAAAEE/8BcnRMU_jVk/s320/Site_planta+Miss%C3%B5es.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368814444138411250" /&gt;&lt;/a&gt; A igreja ficava no coração da planta. Ao lado direito dela erguiam-se casas para viúvas, órfãos com menos de 7 anos e “solteironas” com mais de 15 anos, que eram amparadas pela comunidade. Do lado esquerdo, as salas de aula da escola (20 alunos por classe, formada apenas por meninos), a casa dos padres e as oficinas. A música era muito incentivada e a orquestra local chegou tocar em Madri. Logo atrás da igreja ficavam a horta e o pomar. Havia frutas em abundância: laranjas, figos, romãs – então um símbolo de prosperidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nadir aponta para a grande praça quadrada gramada que se vê em frente à igreja. “Ela abrigava festas religiosas, peças e jogos esportivos”, explica a historiadora. Ao redor da praça ficavam as habitações, construções sólidas em pedra de arenito como a igreja e demais edifícios. Cada redução abrigava até 6.500 habitantes (só para se ter uma ideia, a cidade de São Miguel das Missões de hoje possui 7.500 moradores). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comunidade era auto-sustentável e próspera: os povos das missões plantavam erva-mate, milho, mandioca, batata, frutas, legumes, fumo, algodão, produzia mel, vinho de uva e de laranja. Os índios fiavam e teciam o algodão. Criavam gado, processando o couro, o sebo, fazendo botões, pentes e cabos de armas dos chifres. A moeda praticamente não existia e as trocas eram feitas em mercadorias. O excedente que não era consumido era usado para pagar os impostos à coroa espanhola e usado no escambo por artigos não produzidos localmente, como agulhas e livros. O que sobrava era dividido entre os moradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De cabelos curtos cor de cobre e traços decididos, Nadir chegou a São Miguel há 28 anos para estudar. Nunca mais deixou o lugar. A coordenadora do Centro de Cultura Missioneira devotou sua vida ao tema e fala apaixonadamente sobre o sistema político que envolvia a igreja que se ergue imponente ao fundo da praça. Ela aponta o museu. “Lá ficava o Cabildo, a sede administrativa da redução, uma espécie de prefeitura cuja gestão era feita pelos índios”, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passar pela sua porta principal da igreja é voltar ao século 17, quando o território era espanhol devido ao Tratado de Tordesilhas. Para ocupá-lo e catequisar os guaranis da bacia do Prata, padres jesuítas ergueram ao longo dos séculos 30 reduções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nadir é ativa na ajuda aos guaranis remanescentes do Estado, alguns dos quais vendem ao redor do museu seu belo artesanato, como as esculturas em madeira de quatis típicas da região. Silenciosos e com blusas de frio que já viram épocas melhores, eles são a triste herança da guerra guaranítica iniciada pouco depois do Tratado de Madri, de 1750, quando Portugal reclamou as terras para si. Só as terras, sem os padres nem os índios nelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O brado do líder guarani, Sepé Tiaraju, “essa terra tem dono”, não foi suficiente para espantar as tropas luso-espanholas. Nem o grito dos 30 mil índios que viviam nos Sete Povos. O espetáculo Som e Luz, exibido diariamente às 19h (no verão às 21h) desde 1978, permite intuir o massacre sofrido pelas populações que habitavam o local. Mais explícito e igualmente belo, o filme hollywoodiano &lt;em&gt;As Missões&lt;/em&gt;, de 1986, com Jeremy Irons e Robert de Niro, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim do espetáculo de 40 minutos, os integrantes da expedição caminham silenciosamente de volta para o ônibus. As palavras são desnecessárias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos e texto: &lt;em&gt;Monica Martinez&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-4312351096885721722?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/4312351096885721722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/08/projeto-missoes-parte-3-sao-miguel-das.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/4312351096885721722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/4312351096885721722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/08/projeto-missoes-parte-3-sao-miguel-das.html' title='Projeto Missões - Parte 3: São Miguel das Missões'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SoHaos8EoiI/AAAAAAAAAD8/3QQNJ53wX7g/s72-c/Site_2009_7_Miss%C3%B5es+010.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-5562375379249884713</id><published>2009-08-04T08:32:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T07:09:14.011-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**Projeto Missões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**Gastronomia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='***Rio Grande do Sul'/><title type='text'>Projeto Missões - Parte 2: Uma viagem gastronômica pelo sul</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SntUzN8hsUI/AAAAAAAAAD0/XbYYgY_0xuk/s1600-h/2009_7_Miss%C3%B5es+003.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366976619835666754" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SntUzN8hsUI/AAAAAAAAAD0/XbYYgY_0xuk/s320/2009_7_Miss%C3%B5es+003.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O sono é suave na primeira noite passada no embalo do ônibus que segue para Curitiba pela BR-116. Tanto que muitos passageiros nem notam a parada feita durante a madrugada. Mas ninguém perde o farto café da manhã no restaurante &lt;em&gt;Américan Grill&lt;/em&gt;, em União da Vitória (já distante 233 quilômetros da capital do Paraná. É ali que conhecemos pela primeira vez um docinho típico da região de nome curioso. Trata-se de uma tira de massa frita açucarada levemente torcida chamada de... cueca-virada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas janelas do ônibus, ainda bastante embaçadas pela neblina, o cenário muda aos poucos: as verdejantes colinas do Estado de Santa Catarina vão dando espaço aos campos conforme chegamos a um ensolarado Rio Grande do Sul pela BR-135. Uma surpresa nos aguarda para o almoço: o restaurante Tia Lili, na cidade de Marcelino Ramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correndo de um lado para outro, tia Lili atende pessoalmente os clientes habituais e também os paulistas forasteiros. “Sou filha de italianos e franceses”, explica, enquanto passa oferecendo polenta frita cremosa e fortaia, omelete de queijo de origem italiana. A mesa é farta, com vários tipos de salada, arroz, feijão e massas. À parte, um bufê de assados tenros e a fantástica abóbora consumida localmente, que é deixada de molho na água e açúcar, fervida no dia seguinte e, finalmente, assada – o que a deixa com uma camada externa crocante e o interior macio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o destaque do restaurante Tia Lili é uma salinha à parte, com doces caseiros de todos os tipos imagináveis, uma união feliz entre as tradições italiana, alemã e portuguesa. Ambrosia, &lt;em&gt;apfelstrudel&lt;/em&gt; de variados tipos, pudins... Quitutes que fazem o professor José Eugenio de Oliveira Menezes arregalar os olhos de satisfação. É apenas o começo de uma jornada gastronômica que levará muitos dos integrantes da expedição a trazer vários quilos a mais para São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao cair da noite, a chegada a São Miguel das Missões é tranqüila. O caminho até a entrada do grandioso &lt;em&gt;Wilson Park Hotel&lt;/em&gt; é charmosamente iluminado. Todos os quartos ficam num primeiro andar que pode ser alcançado por uma rampa suave. Pela primeira vez nota-se a determinação de um descendente de japoneses nascido em 1928, Koumei Mitsuzawa, que, aos 81 anos, anda para lá e para cá com sua incansável bengala e será motivo de inspiração para os mais jovens antes de se queixarem de uma dor aqui ou outra acolá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentista concursado e um bom contador de piadas, seu Koumei trabalhou na Caixa Econômica Federal até se aposentar, numa época em que tais cargos eram motivo de orgulho e praticados com honra e ética, como deve ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto e foto: Monica Martinez&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-5562375379249884713?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/5562375379249884713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/08/uma-viagem-gastronomica-pelo-sul-do.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/5562375379249884713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/5562375379249884713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/08/uma-viagem-gastronomica-pelo-sul-do.html' title='Projeto Missões - Parte 2: Uma viagem gastronômica pelo sul'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SntUzN8hsUI/AAAAAAAAAD0/XbYYgY_0xuk/s72-c/2009_7_Miss%C3%B5es+003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-4851619532741920984</id><published>2009-07-31T06:19:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T07:11:33.339-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='***Sao Miguel das Missões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**Projeto Missões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='***Rio Grande do Sul'/><title type='text'>Projeto Missões - Parte 1</title><content type='html'>Onze de julho, sábado, 21h30. O tempo está frio e na Rua Borges Lagoa, na Vila Clementino, em São Paulo, há várias pessoas de casaco em torno do ônibus parado na ampla calçada, bem em frente ao Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo. O Sinpro, claro, está fechado a esta hora da noite. Mas boa parte das pessoas que se movimentam no local está relacionada de alguma forma à entidade que abriga professores que atuam em escolas particulares paulistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo uma das pessoas se adianta em nossa direção. É Marcos Mituzawa, da Phylos Cultural, empresa que está organizando o projeto Missões, que move aquelas 38 pessoas a deixar seus lares quentinhos e embarcar num ônibus com destino ao Mercosul. O professor Marcos é descendente de japoneses, como uma parte significativa do grupo – o que sinaliza uma viagem tranqüila e com todos ciosos do horário, impressão que mais tarde se verificará correta. Ensina física e matemática há 30 anos em uma escola privada e, nesse meio tempo, granjeou a confiança das freiras de tal forma que elas o apóiam quando precisa se ausentar por alguns dias das classes de aula para conduzir grupos de estudantes, principalmente para estudar o do ciclo do ouro em Minas Gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o organizador viaja sua família, formada pela também professora Magali, que apesar de graduada não exerceu a profissão para cuidar das duas filhas do casal. A mais velha, Thaís, tem 14 anos e é tranquila, bela e discreta como uma delicada boneca de porcelana japonesa. A mais nova, Camila, tem 11 anos e está mais para uma japonesinha contemporânea de Tóquio moderno, daquelas que tingem o cabelo de cores chamativas e brigam pela implantação do acordo ambiental de Kyoto – embora, por ser ainda muito jovem, por enquanto ela se limite a preocupar os pais com questões menores, como correr atrás de cachorros e encharcar o tênis ao pular em poças de lama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Magali confere os acertos financeiros de última hora feitos pelos participantes, Marcos ajuda os dois motoristas de sua confiança a colocar as pesadas malas no bagageiro do Marco Polo 2008, uma Ferrari dos ônibus de viagem de dois andares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco depois do horário previsto, o ônibus parte para a longa viagem de 24 horas com destino a São Miguel das Missões, onde estão as espetaculares ruínas jesuíticas de São Miguel das Arcanjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto: &lt;em&gt;Monica Martinez&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-4851619532741920984?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/4851619532741920984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/07/destino-missoes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/4851619532741920984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/4851619532741920984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/07/destino-missoes.html' title='Projeto Missões - Parte 1'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-9181947356806807118</id><published>2009-06-30T10:56:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T07:02:11.632-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='***Ilha da Madeira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**Parques'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*****Europa'/><title type='text'>Parques nas alturas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SkpTkkleRZI/AAAAAAAAADs/9lzvZdJSypo/s1600-h/2009_4_Ilha+da+Madeira+(18).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353182994844501394" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SkpTkkleRZI/AAAAAAAAADs/9lzvZdJSypo/s320/2009_4_Ilha+da+Madeira+(18).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na Ilha da Madeira há dois parques que merecem a visita. Para chegar ao primeiro, o &lt;em&gt;Jardim Tropical Monte Palace&lt;/em&gt;, pode-se pegar o teleférico da orla marítima, próximo ao mercado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Extremamente bem cuidado, sua história remonta ao século XVIII. A antiga quinta – como eram chamadas as grandiosas propriedades pertencentes às elites locais ou estrangeiras – hoje pertence à Fundação criada pelo último proprietário, José Manuel Rodrigues Berardo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;São 70 mil metros quadrados que permitem comprovar a evolução do paisagismo europeu nos últimos séculos. Destaques: os painéis em terracota batizados de “A Aventura dos Portugueses no Japão”, feitos pelo então proprietário na parte do jardim em estilo oriental, com belos budas esculpidos em pedra. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Basta pegar um segundo teleférico para chegar ao &lt;em&gt;Jardim Botânico&lt;/em&gt; criado em 2005. Menos imponente que o anterior, a visita vale pela deliciosa viagem de bondinho e pelos saborosos pratos rápidos, como a salada de polvo, servidos em sua cafeteria.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Texto e foto: &lt;em&gt;Monica Martinez&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-9181947356806807118?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/9181947356806807118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/06/parques-nas-alturas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/9181947356806807118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/9181947356806807118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/06/parques-nas-alturas.html' title='Parques nas alturas'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SkpTkkleRZI/AAAAAAAAADs/9lzvZdJSypo/s72-c/2009_4_Ilha+da+Madeira+(18).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-1499183085364931178</id><published>2009-06-23T04:47:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T07:02:46.850-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**Enologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='***Ilha da Madeira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*****Europa'/><title type='text'>Enologia: o vinho madeira</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SkDFn6LFqmI/AAAAAAAAADk/vs6iKpLlBio/s1600-h/180px-Justino_Henriques_Madeira_wine%252C_colheita_1996.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350493646737484386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 163px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SkDFn6LFqmI/AAAAAAAAADk/vs6iKpLlBio/s320/180px-Justino_Henriques_Madeira_wine%252C_colheita_1996.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O vinho é uma das atrações da ilha da Madeira. Não é raro chegar a um restaurante e ser convidado a degustá-lo. Afinal, trata-se do principal produto de exportação local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tradição vem de longa data. Nos últimos cinco séculos, pequenos produtores têm se esmerado em cultivar videiras de forma artesanal nos “poios”, pequenos nacos de terra amparados por terraços situados nas encostas das montanhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À semelhança ao do Porto, o vinho é submetido ao processo de estufagem, aquecido a 50 graus durante 90 dias, findos os quais fica maturando em temperatura ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O método, que já era adotado pelos gregos, foi redescoberto durante o período das viagens marítimas dos portugueses, quando os vinhos embarcados nos porões dos navios, submetidos aos calores dos trópicos, voltavam melhor do que haviam ido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença de ingleses na ilha fez com que o produto ganhasse fama mundial. Não por acaso, a independência dos Estados Unidos, em 1776, foi celebrada com este tipo de vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o guia &lt;em&gt;Madeira e Porto Santo&lt;/em&gt;, são mais de 30 variedades de uvas usadas para o preparo do produto, que é encontrado nas versões seco, meio-seco, meio-doce e doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da uva Sercial é feita boa parte dos vinhos secos. De cor clara, ele é servido como aperitivo.&lt;br /&gt;A uva Verdelho é a base mais comum do vinho Madeira meio-seco. De cor dourada, é recomendado para acompanhar refeições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a uva Boal é o segredo do vinho meio-doce, indicado para acompanhar assados e sobremesas.&lt;br /&gt;Da casta Malvásia se produz o vinho doce. Vermelho intenso, mais encorpado e perfumado, ele é ideal para ser servido após a sobremesa, à semelhança do vinho do Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer que seja a escolha, o vinho Madeira é melhor apreciado em taças mais fechada na borda, que permitem preservar seu buquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem visita a ilha entre agosto e outubro pode participar das colheitas e quem lá estiver em Setembro, da Festa do Vinho Madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora desta data, basta uma ida ao supermercado ou a uma casa de vinhos para trazer na bagagem (a despachada, não a de mão) a iguaria que faz muito sucesso entre brasileiros. Há garrafas a partir de € 5.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto: &lt;em&gt;Monica Martinez&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Foto:&lt;em&gt; Google&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-1499183085364931178?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/1499183085364931178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/06/enologia-o-vinho-madeira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/1499183085364931178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/1499183085364931178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/06/enologia-o-vinho-madeira.html' title='Enologia: o vinho madeira'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SkDFn6LFqmI/AAAAAAAAADk/vs6iKpLlBio/s72-c/180px-Justino_Henriques_Madeira_wine%252C_colheita_1996.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-2297597132454157018</id><published>2009-06-11T04:45:00.000-07:00</published><updated>2009-06-11T05:01:12.475-07:00</updated><title type='text'>Pico do Areeiros: caminhadas radicais</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346037834732095458" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SjDxFg8BR-I/AAAAAAAAADc/mNzCdt734kM/s320/2009_4_Ilha+da+Madeira+(77).jpg" border="0" /&gt;Devido a sua flora exuberante, a ilha da Madeira é um destino muito apreciado por quem gosta do contato com a natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cidade de Funchal é fácil obter nas recepções dos hotéis folhetos de agências locais que fazem excursões de um dia para visitar os dois lados principais da ilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De ambos lados há belas paisagens. Do lado oeste passa-se pela cidade de Câmara de Lobos (antiga vila de pescadores), Cabo Girão, o mais alto promontório da Europa e o segundo mais alto do mundo (580m), e Porto Moniz, com suas piscinas naturais de origem vulcânica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado este, passa-se por Camacha e seu pólo produtor de vime a caminho do Pico do Areeiros, o segundo ponto mais alto da ilha (1810m). Depois de visitar o Ribeiro Frio, um viveiro de trutas, parte-se para Santana, com suas casinhas típicas. Em seguida, chega-se à Ponta de São Lourenço, o ponto mais próximo da África. No caminho também se avista o Curral das Freiras, uma vila encravada num vale onde as freiras e as jovens se refugiavam durante o ataque de piratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magro, alto e muito bem informado, o madeirense José Vieira conduz a van da Inter Tours, repleta de portugueses do continente. No caminho, mostra os peleiros, que são as casinhas construídas para abrigar uma ou duas vacas dos pequenos proprietários locais (não se vê gado nos campos como no Brasil).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a parada no Arieiros é rápida e o local é realmente muito bonito, vale a pena voltar para passar o dia, seja por ônibus ou aluguel de carro. Nesse caso, convém calçar botas de escalada e casaco bem quente, com luvas, gorro e cachecol, pois devido à altitude mesmo na primavera os ventos são fortes e a temperatura bem fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto e fotos: &lt;em&gt;Monica Martinez&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-2297597132454157018?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/2297597132454157018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/06/pico-de-arieiros-caminhadas-radicais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/2297597132454157018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/2297597132454157018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/06/pico-de-arieiros-caminhadas-radicais.html' title='Pico do Areeiros: caminhadas radicais'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SjDxFg8BR-I/AAAAAAAAADc/mNzCdt734kM/s72-c/2009_4_Ilha+da+Madeira+(77).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-9024819195858646744</id><published>2009-05-26T12:11:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T07:03:18.178-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**Gastronomia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='****Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='***Ilha da Madeira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*****Europa'/><title type='text'>Vai uma espetada aí?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Shw_JxGpcSI/AAAAAAAAADU/qiMvXUYIwGM/s1600-h/Restaurante+Santo+Antonio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340212695187157282" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 196px; CURSOR: hand; HEIGHT: 147px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Shw_JxGpcSI/AAAAAAAAADU/qiMvXUYIwGM/s320/Restaurante+Santo+Antonio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;— Espetada de carne?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho, desconfiada, para o &lt;em&gt;chef&lt;/em&gt; do restaurante Windsor, em Funchal. Eu havia lido no guia de viagem, antes de viajar para Portugal, que a Ilha da Madeira é pródiga em frutos do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperava, portanto, por polvos, camarões, os mariscos locais (lapas), filés de peixe-espada negro (que mais tarde se revelarão uma iguaria e tanto). Mas, agora no restaurante do hotel, me pergunto: que raios o chef estará me oferecendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pago para ver e descubro que as tais espetadas, feitas de carne de boi (ou de vaca, como chamam na ilha), são uma espécie de espetinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saciada a curiosidade e a fome, não é de estranhar a decepção com o cardápio na noite seguinte, quando um casal de amigos me convida para jantar com um primo madeirense: as tais das espetadas novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primo quer saber onde provei o prato, ri e diz que nos levaria para degustar as legítimas espetadas de vaca de carne assada em pau de louro, acompanhada do bolo de caco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se vê turistas no restaurante Santo Antonio, em Câmara dos Lobos. É um daqueles locais que os madeirenses espertamente reservam para si. As tais das espetadas, ali, são servidas fumegantes, em espetos enormes, de quase um metro. Há dois tipos: a sem osso e a com osso (esta última, por causa da doença da vaca louca, só pode ser feita com gado abatido na ilha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da salada verde, o prato é tradicionalmente servido com uma espécie de polenta frita, bem mais cremosa por ser feita com milho branco, e com bolo de caco, um delicioso pão tostado com manteiga de alho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No restante da viagem, provo o saboroso bife de atum num pequeno restaurante de Funchal, que vem com generosas porções de arroz e vegetais cozidos no vapor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem aprecia frutas faz bem em visitar o Mercado Municipal, um paraíso para degustar espécies diferentes como o fruto com sabor misto da banana e do abacaxi da costela-de-Adão (Monstera deliciosa), que no Brasil só usamos em paisagismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na bagagem, impossível não trazer o bolo-de-mel, na verdade feito com melaço de cana-de-açúcar. A ilha, aliás, era um grande produtor de açúcar até ter o posto tomado pelo Nordeste brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto: &lt;em&gt;Monica Martinez&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-9024819195858646744?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/9024819195858646744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/05/vai-uma-espetada-ai.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/9024819195858646744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/9024819195858646744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/05/vai-uma-espetada-ai.html' title='Vai uma espetada aí?'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Shw_JxGpcSI/AAAAAAAAADU/qiMvXUYIwGM/s72-c/Restaurante+Santo+Antonio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-1565008590859873187</id><published>2009-05-19T04:56:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T07:01:28.314-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='****Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**Caminhada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='***Ilha da Madeira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*****Europa'/><title type='text'>Pé na estrada</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/ShKeiNZjiWI/AAAAAAAAADM/NtiK4jmmRj4/s1600-h/Levada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337502818937047394" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 180px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/ShKeiNZjiWI/AAAAAAAAADM/NtiK4jmmRj4/s320/Levada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Uma parte surpreendente dos turistas que escolhem a Ilha da Madeira tem como objetivo aproveitar a natureza exuberante do local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por acaso, visto que em poucos lugares da Europa ainda existem reservas naturais como a bela floresta laurissilva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As caminhadas ao longo das &lt;strong&gt;levadas&lt;/strong&gt; são apreciadas. Explica-se: os topos das montanhas possuem nascentes de água em abundância e os pioneiros madeirenses construíram canais de irrigação para conduzir essa água para as áreas de cultivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado: mais de 1 400 km de trilhas naturais, que hoje podem ser percorridas a pé, em altitudes que variam de 0 a 1872 metros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas atenção! Na época de chuvas, esses canais podem se encher velozmente e colocar o turista em situação de risco. Antes de se aventurar, portanto, melhor consultar uma Agência de Viagens ou, como eles chamam lá, uma Empresa de Animação Turística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto: Monica Martinez&lt;br /&gt;Foto: Wikipedia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-1565008590859873187?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/1565008590859873187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/05/pe-na-estrada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/1565008590859873187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/1565008590859873187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/05/pe-na-estrada.html' title='Pé na estrada'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/ShKeiNZjiWI/AAAAAAAAADM/NtiK4jmmRj4/s72-c/Levada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-4403942047970099423</id><published>2009-05-12T13:49:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T07:04:07.171-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='****Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='***Ilha da Madeira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*****Europa'/><title type='text'>Tão iguais e tão diferentes</title><content type='html'>Na edição de abril de 2009 da revista de bordo da TAP há um artigo da jornalista portuguesa Leonor Xavier. Convidada a contar as razões pelas quais se deve visitar Portugal, ela responde com outra pergunta: “Pois não é que somos um dos mais pequenos países da Europa, o mais antigo e definido, o mais variado, o ponto de encontro, o caís de chegada e despedida, meio caminho entre os cantos mais opostos e vastos do mundo?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonor, que viveu no Brasil de 1975 a 1987 e hoje é “redactora” da revista Máxima, sabe das coisas. E prossegue, poeticamente: “(...) penso que nós, portugueses, também somos desde sempre viajantes. Porque tanto viajávamos, somos por tradição o país do afecto e do bem-querer, na curiosidade pelos outros que disfarçamos na prudência das primeiras palavras e logo depois abrimos na generosidade imensa de nossa maneira de ser”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Talvez porque a nossa medida de terra seja pequena de mais em face da linha do horizonte sobre o mar português, somos dados à imaginação, à fantasia, ao sonho. À aventura da distância, as mudanças de vida, os percursos pelo desconhecido são mistério, desejo, consagração de coragem na hora de regressar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse trecho ainda fresco na memória embala a agradável sensação de chegar em casa ao desembarcar no aeroporto internacional de Funchal. O idioma, Português, é o mesmo. As feições, em sua maioria morenas e angulosas, são familiares. A arquitetura das casas no trajeto do aeroporto ao hotel também são em alguma medida conhecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, mais similaridades afloram. A princípio sisudas, os recepcionistas dos hotéis não tardam a dizer que possuem patrícios no Brasil, pedem conselhos sobre qual Estado visitar em férias e... compartilham seus problemas pessoais. Ao pedir orientações na rua, o turista em geral é bem atendido. Logo, porém, perceberá que o “bocadinho” que precisa caminhar para chegar ao seu destino... é tão longo quanto o “logo atrás do morro” de mineiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em semáforos, então, nem se fala. O madeirense, como um bom paulista, não espera. Ele faz seu verde! O resultado é aquela corridinha rápida para atravessar para o outro lado da via.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos restaurantes, as porções são tão generosas e repletas de legumes e verduras como nos bons restaurantes tipicamente brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo algumas diferenças aparecem. Menores, convém dizer, muito menores que as parecenças. Talvez a principal seja o idioma. Ele é o mesmo, mas apesar dos esforços para unificar a língua, na prática ela é mesmo “um bocadinho” diferente. O suficiente para a gente não se sentir tão em casa a ponto de baixar a guarda e automatizar os sentidos aflorados. O que, afinal, nos faz sentir tão maravilhosamente vivos quando em viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Monica Martinez&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-4403942047970099423?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/4403942047970099423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/05/tao-iguais-e-tao-diferentes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/4403942047970099423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/4403942047970099423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/05/tao-iguais-e-tao-diferentes.html' title='Tão iguais e tão diferentes'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-3352247546073841904</id><published>2009-05-06T12:58:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T07:04:52.584-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**Artesanato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='****Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='***Ilha da Madeira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*****Europa'/><title type='text'>O charme do linho tecido à mão</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SgHu4YWiyQI/AAAAAAAAACg/4ilNrdNalRo/s1600-h/2009_4_Ilha+da+Madeira+(63).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332806086160468226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SgHu4YWiyQI/AAAAAAAAACg/4ilNrdNalRo/s320/2009_4_Ilha+da+Madeira+(63).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Diferentemente dos Estados Unidos, com seu afã consumista, os europeus em geral têm um modo muito mais tranqüilo de fazer compras. A Ilha da Madeira não foge à regra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Largo da Achada, no município de Camacha, o turista encontra artigos de vime. A oferta é variada, das tradicionais cestas a porta-garrafas de vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é muito diferente do que encontramos no Brasil, é verdade, mas as peças são feitas à vista por artesãos locais (foto), alguns dos quais temem que seu ofício se perca, visto que os jovens não demonstram muito interesse em aprender a técnica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SgHxLQ1xmzI/AAAAAAAAACo/WJ_RInis4K0/s1600-h/2009_4_Ilha+da+Madeira+(132).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332808609584749362" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SgHxLQ1xmzI/AAAAAAAAACo/WJ_RInis4K0/s320/2009_4_Ilha+da+Madeira+(132).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;Interessantíssima também é a produção artesanal de peças de linho feita na região de Santana, município conhecido por preservar algumas casas do estilo tradicional madeirense, com seus telhadinhos de palha. Na foto, uma bela toalha feita a mão com linho que havia sido fiado em roca no dia anterior.&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;Texto e fotos: Monica Martinez&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SgHtZRnKa0I/AAAAAAAAACY/tRoeAIw7HrY/s1600-h/2009_4_Ilha+da+Madeira+(63).jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-3352247546073841904?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/3352247546073841904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/05/o-charme-do-linho-tecido-mao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/3352247546073841904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/3352247546073841904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/05/o-charme-do-linho-tecido-mao.html' title='O charme do linho tecido à mão'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SgHu4YWiyQI/AAAAAAAAACg/4ilNrdNalRo/s72-c/2009_4_Ilha+da+Madeira+(63).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-4479987555659166163</id><published>2009-04-28T05:08:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T07:05:46.999-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='****Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='***Funchal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**Funcho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='***Ilha da Madeira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*****Europa'/><title type='text'>Funchal: a capital da Ilha da Madeira</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Sfb0L_lUNmI/AAAAAAAAABg/4Tpnm7-T9rE/s1600-h/2009_4_Ilha+da+Madeira+(143).jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Sfby1nh4M5I/AAAAAAAAABY/JIV6zErAYFo/s1600-h/2009_4_Ilha+da+Madeira+(28).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329714211997627282" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Sfby1nh4M5I/AAAAAAAAABY/JIV6zErAYFo/s320/2009_4_Ilha+da+Madeira+(28).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Funchal é a capital da Ilha da Madeira. Abriga 105 mil dos 250 mil habitantes da ilha. Trata-se de uma das cinco cidades madeirenses (os demais municípios são Santana (a norte), Machico (nordeste), Santa Cruz (leste), e Câmara dos Lobos (oeste). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fundada em 1424 por João Gonçalves Zarco, a cidade se espraia pelas colinas próximas, de onde se vê o porto que acolhe os cruzeiros que derramam cerca de 3 mil turistas cada por dia. Não poderiam ser desembarcados em local melhor, pois à distância de uma caminhada encontram várias atrações, como o centro histórico, o mercado municipal, vários restaurantes e até o teleférico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos seus bons ares, a cidade era muito procurada como estação de saúde. Quem lá aportou para se recuperar foi a imperatriz Sissi, da Áustria (Elizabeth Wittelsbach, 1837-1898), e o ex-primeiro ministro britânico Winston Churchill (1874-1965). Conhecido pela sua atuação na 2ª Guerra Mundial, Churchill tinha a pintura como hobbie e registrou algumas cenas da ilha em suas telas durante férias na ilha. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Sfb1Phif5EI/AAAAAAAAABo/Ll-bUODUwBw/s1600-h/2009_4_Ilha+da+Madeira+(143).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329716856089470018" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Sfb1Phif5EI/AAAAAAAAABo/Ll-bUODUwBw/s320/2009_4_Ilha+da+Madeira+(143).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Funchal deve seu nome ao funcho (&lt;em&gt;Foeniculum vulgare&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Mill&lt;/em&gt;.), planta aromática e comestível nativa do Mediterrâneo que é encontrada em estado silvestre com bastante profusão no local. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Texto e fotos: Monica Martinez&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-4479987555659166163?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/4479987555659166163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/04/funchal-capital-da-ilha-da-madeira.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/4479987555659166163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/4479987555659166163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/04/funchal-capital-da-ilha-da-madeira.html' title='Funchal: a capital da Ilha da Madeira'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/Sfby1nh4M5I/AAAAAAAAABY/JIV6zErAYFo/s72-c/2009_4_Ilha+da+Madeira+(28).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-5847623898119185420</id><published>2009-04-25T12:58:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T07:06:32.462-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='****Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**Flora'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='***Ilha da Madeira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*****Europa'/><title type='text'>A flora da Ilha da Madeira</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SfNtg_p-EFI/AAAAAAAAABQ/py7VO-opwMo/s1600-h/2009_4_Ilha+da+Madeira+(151).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328723197720137810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SfNtg_p-EFI/AAAAAAAAABQ/py7VO-opwMo/s320/2009_4_Ilha+da+Madeira+(151).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A Ilha da Madeira é um jardim, sobretudo para quem a visita na primavera e no verão, quando as plantas explodem de vida. Vários parques públicos, como a Esplanada localizada nas imediações da marina, na cidade de Funchal, são passeios gratuitos de encher os olhos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Afinal, as temperaturas médias anuais, em geral acima dos 20 graus celsius, são muito generosas para o desenvolvimento da vegetação. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Predomina na ilha o clima subtropical, com características do clima tropical na costa sul e temperado na costa norte. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Conforme o olhar do turista se acostuma ao novo cenário, contudo, percebe que as belas flores não são tão nativas quanto sugerem os cartões postais da ilha. Na verdade, trata-se de uma seleção de espécies de todo o mundo, que se adaptaram muito bem ao local. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É o caso da strelitzia ou ave-do-paraíso, que decora muitas das peças de artesanato. Espécie também comum no Brasil, ela é nativa da África do Sul. Da mesma região do planeta é o agapanto (Agapanthus africanus), que tinge de azul a ilha de abril a meados de agosto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Convém ressaltar, há muitas espécies nativas belíssimas devido à exuberante laurissilva, floresta que cobria a ilha antes da colonização. Usada como madeira e lenha pelos colonos pioneiros e declarada patrimônio da humanidade pela Unesco em 1999, a laurissilva está sendo recuperada. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Exemplo é o projeto de reflorestamento do Pico do Arieiros, onde mais de um milhão de árvores foram plantadas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma das espécies nativas mais bonitas é a Massaroco (&lt;em&gt;Echium candicans&lt;/em&gt;), arbusto perene que embeleza a ilha na primavera e no verão com suas flores roxas de mais de vinte centímetros (foto).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Texto e foto: &lt;em&gt;Monica Martinez&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-5847623898119185420?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/5847623898119185420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/04/flora-da-ilha-da-madeira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/5847623898119185420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/5847623898119185420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/04/flora-da-ilha-da-madeira.html' title='A flora da Ilha da Madeira'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SfNtg_p-EFI/AAAAAAAAABQ/py7VO-opwMo/s72-c/2009_4_Ilha+da+Madeira+(151).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-4310684300637987802</id><published>2009-04-20T13:02:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T07:07:16.906-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='****Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='***Ilha da Madeira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*****Europa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**História'/><title type='text'>História: Ilha da Madeira</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SezaV9uM4RI/AAAAAAAAABI/quxy89psHmg/s1600-h/Madeira.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326872530152907026" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 142px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SezaV9uM4RI/AAAAAAAAABI/quxy89psHmg/s320/Madeira.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A Ilha da Madeira é uma região autônoma de Portugal. Na verdade, trata-se da maior ilha de um arquipélago, ou seja, de um conjunto de ilhas formado também por Porto Santo, Ilhas Desertas e Ilhas Selvagens. Na época do descobrimento, ela não era habitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira da Região Autônoma da Madeira a ser descoberta foi Porto Santo, em 1418. A nau enfrentava uma grande tempestade em alto mar e, ao ver a ilha, os navegadores portugueses acharam que se tratava de um milagre, daí o nome santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi somente um ano mais tarde, em 1419, que os portugueses descobriram a Ilha da Madeira, assim batizada devido à grande quantidade de árvores existentes (diferentemente de Porto Santo, que tem pouca vegetação, mas belas praias de areia amarela e fofa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situada no Oceano Atlântico, a Ilha da Madeira está mais próxima da África (fica a 600km do Marrocos) do que do continente europeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A colonização, na forma de capitanias hereditárias, começa mais de duas décadas depois, em 1440. Tristão Vaz Teixeira torna-se Capitão-Donatário da Capitania de Machico, localizada no lado Leste. Machico hoje é uma das cinco cidades da ilha, tem uma estátua em sua homenagem e uma praia construída pelo ser humano, com areias trazidas do Marrocos, pois a Ilha da Madeira, de origem vulcânica, tinha até então praias com areias escuras e pedras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis anos depois, em 1450, João Gonçalves Zarco é torna-se Capitão-Donatário da Capitania do Funchal. Funchal é hoje a maior cidade do arquipélago, possuindo 105 mil habitantes do total de 250 mil que habitam a ilha em 2009. Localiza-se na região central, contém o aeroporto internacional (com seu impressionante início de pista solidamente construído no mar) e possui uma estátua em homenagem a Zarco.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-4310684300637987802?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/4310684300637987802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/04/historia-ilha-da-madeira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/4310684300637987802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/4310684300637987802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/04/historia-ilha-da-madeira.html' title='História: Ilha da Madeira'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SezaV9uM4RI/AAAAAAAAABI/quxy89psHmg/s72-c/Madeira.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-7955664320755997108</id><published>2009-01-08T03:34:00.000-08:00</published><updated>2009-10-17T06:50:32.212-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='***Espírito Santo'/><title type='text'>Narrativa de Viagem: Serras capixabas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWXmi0mNOUI/AAAAAAAAAAo/D2BiUnmk-wg/s1600-h/2008_EspÃ&amp;shy;rito+Santo+115.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288886823325350210" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWXmi0mNOUI/AAAAAAAAAAo/D2BiUnmk-wg/s320/2008_Esp%C3%ADrito+Santo+115.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Boa tarde, diz o nonno, postado na entrada da lojinha de madeira da Fazenda Carnielli, uma das pioneiras no agroturismo da região serrana do Espírito Santo. Cerca de 1,70m, corpo rijo e forte, sorriso iluminado pelo bigode branco, ele veste calça de brim escura, camisa de mangas curtas e boina que permite ver as têmporas grisalhas.&lt;br /&gt;— O senhor é um Carnielli, certo?&lt;br /&gt;— Certo — diz, sorrindo com a pergunta.&lt;br /&gt;— Quantos anos o senhor tem?&lt;br /&gt;— Oitenta e due.&lt;br /&gt;— Oitenta e dois?&lt;br /&gt;— Isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diálogo serve como um aperitivo para seu Domingos, que deslancha a falar sobre sua família. Nascido em 1926, ele é a primeiro das três gerações de Carnielli nascidas no Brasil até agora. Para ilustrar sua história, seu Domingos aponta a parede à sua frente, onde estão fotografias em molduras ovais esculpidas outrora em madeira. Na parte mais alta está seu pai, Francisco, ao lado da esposa, Ângela Destéfani. Ao lado, numa fotografia esmaecida pelo tempo, está imortalizado um senhor sentado, que segura uma espingarda. Trata-se do patriarca dos Carnielli. Em companhia do irmão Giovanni, nos idos de 1888, Domenico deixou o sobrado em Conegliano, na província de Treviso, no Vêneto, região do norte da Itália, e partiu para o Brasil. Como tantos outros, vinha em busca de melhores condições de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar ao Espírito Santo, Domenico se estabeleceu em São Pedro do Araguaia, hoje Alfredo Chaves. A princípio, trabalhou na construção da estrada de ferro, casou com Vitória Caliman e, assim que pôde, como vários conterrâneos que haviam se instalado em Araguaia, Matilde e Alfredo Chaves, juntou suas suadas economias para comprar um lote de terra com solos mais férteis. Por seis contos e 100 mil réis, adquiriu a atual fazenda Carnielli em Venda Nova do Imigrante, localizada desde 1891 a 103 km de Vitória, a capital do Espírito Santo. No século 19, a região serrana capixaba, propícias ao plantio de café, era composta por grandes fazendas, boa parte abandonadas pelos portugueses que não conseguiram tocar seus negócios após o fim da escravidão, em 1888.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Animados pelo bom clima, pela água potável e caça abundantes, os italianos abriram pastos, semearam grãos — milho, arroz e feijão —, plantaram cana. Nos currais, as vacas garantiam o leite, logo transformado em queijo. Nos cercados, porcos supriam a carne do cardápio e as galinhas os ovos das quitandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi somente em 1993 que os descendentes dos pioneiros descobriram que a lida com o dia-a-dia era um atrativo turístico. Sob chancela do Programa do Agroturismo, com o apoio das Secretarias Estaduais do Desenvolvimento Econômico (Sedes) da Agricultura (SEAG) em parceria com o Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae – ES), a Fazenda Carnielli abriu as porteiras e começou a implantação do agroturismo no Estado. A inspiração foi buscada na Itália: uma comitiva de 12 produtores de Venda Nova do Imigrante e de Domingos Martins foi àquele país para conhecer o programa italiano de Agriturismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encostado no balcão, enquanto os netos oferecem aos clientes degustação de queijos maturados como o resteia italiano e o morbier francês, este com veios de cinzas, o nonno fala com entusiasmo de seu primeiro presente: uma enxada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Meu pai saiu com ela de manhã para arar o campo — conta. O trabalho era todo feito pelos membros da família, como boa parte ainda o é atualmente. — Foi só quando ele voltou da roça que me deu a enxada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fez 54 anos, em 1980, Seu Domingos e esposa, Enedita Zorzal, assumiram os negócios da família. Foi apoiado pelos dez filhos, dentre eles quatro estão hoje à frente dos negócios (Leandro, Antônio, Pedro e Danilo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Implantar a fazenda não foi fácil. Como podia se tornar um caminho escuso para escoar o ouro das capitanias reais das Minas Gerais, o Espírito Santo teve a construção de estradas proibidas até a independência do país de Portugal, em 1822. Chegar ao local hoje é fácil, por meio da BR-262, que serpenteia as colinas verdes da região. No século 19, o ir e vir não era simples nem rápido. Tanto que na época as professoras que lecionavam para os alunos da região hospedavam-se na fazenda Carnielli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O café plantado na propriedade continua bom. Uma máquina de expresso tira xícaras fumegantes do arábica cereja descascado, bebida fina que leva o nome da fazenda. Leandro, filho de Domingos, se aproxima da gôndola que exibe os pacotes do pó negro. Mais alto que o pai, mas com os mesmos olhos azuis, ele tem cabelo cortado rente, rosto anguloso e um quê do ator norte-americano Paul Newman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Experimente levar este aqui — sugere Leandro, apontando para o pacote que leva seu sobrenome e que contém o seu melhor produto. Afinal, o café ainda é o carro-chefe da região.&lt;br /&gt;À semelhança do pai, Leandro se empolga e começa a falar sobre seu assunto favorito: o agroturismo. Não por acaso, ele é presidente da Agrotures, a Associação de Agroturismo do Estado do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leandro aponta três questões fundamentais em agroturismo. A primeira é a cultural. Ele se refere ao fato de que os produtos vendidos na região são de raiz, isto é, são realmente feitos pelos descendentes de imigrantes que produziam os alimentos dentro de suas propriedades, já que havia pouquíssimas casas de comércio na região e o dinheiro também era um artigo escasso. O jeito era a auto-sustentabilidade: os proprietários faziam os pães, trituravam o fubá em moinhos de pedra a partir do milho plantado no local, preparavam a massa do macarrão. Daí as receitas terem sido testadas e aprovadas ao longo de gerações. É o caso do socol (do italiano ossocolo, que no dialeto vêneto significa pescoço), delicioso embutido que no Brasil passou a ser feito com lombo suíno.&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWXn44AtHjI/AAAAAAAAAAw/-wMYSLsV6EA/s1600-h/2008_EspÃ&amp;shy;rito+Santo+105.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288888301710548530" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWXn44AtHjI/AAAAAAAAAAw/-wMYSLsV6EA/s320/2008_Esp%C3%ADrito+Santo+105.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O segundo pilar do agroturismo é a gastronomia. Quem volta de viagem conta histórias do que deu certo e não deu certo e relata também os pratos diferentes que experimentou – ou não ousou fazê-lo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, o terceiro ponto forte do agroturismo é o ecológico. Por uma questão das políticas imperiais e das medidas adotadas recentemente, como a criação de áreas de proteção ambiental, o Estado guardou muito do seu verde. Nesse sentido, exibe uma forma bastante interessante de co-existência humana com a natureza. O que leve os turistas a não apenas a saírem das lojinhas carregados de quitutes, mas também a levarem na alma as belas vistas da terra.A combinação leva cerca de mil turistas a passar por semana na fazenda Carnielli, uma das 16 propriedades da rota do agroturismo capixaba (há 55 ao todo). O curioso é que o turista não tem noção dessa quantidade. Afinal, cada um se sente único ao ser acolhido pessoalmente pelos proprietários. Se a idéia é se sentir um no meio da multidão, a dica é curtir a Festa da Polenta. A mais esperada atração da cidade é realizada tradicionalmente no Centro de Eventos no segundo final de semana do mês. Apesar da farta quantidade de polenta, o prato é disputado e é bom chegar cedo ao local. “Ano passado nem consegui comer polenta”, brinca a simpática guia turística Izalete Armani, também ela descendente de italianos como sugere o sobrenome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monica Martinez&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-7955664320755997108?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/7955664320755997108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/01/narrativa-de-viagem-as-serras-capixabas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/7955664320755997108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/7955664320755997108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/01/narrativa-de-viagem-as-serras-capixabas.html' title='Narrativa de Viagem: Serras capixabas'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWXmi0mNOUI/AAAAAAAAAAo/D2BiUnmk-wg/s72-c/2008_Esp%C3%ADrito+Santo+115.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8571213695768893141.post-3164871754628372385</id><published>2009-01-05T12:16:00.000-08:00</published><updated>2009-10-17T06:58:16.607-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='***Espírito Santo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='**História'/><title type='text'>História: Espírito Santo</title><content type='html'>Até a chegada dos portugueses em 1501, o litoral do Espírito Santo era habitado por tribos do tronco tupi-guarani. A partir daquela data, nada foi o mesmo para botocudos, aimorés e goitacás. Em 1534, a coroa portuguesa adota o sistema de capitanias hereditárias, fatiando a terra descoberta em 15 fatias. D. João III destina uma delas a Vasco Fernandes Coutinho por seus feitos na África e Ásia. Em 1535, o donatário desembarca da nau Glória com 60 degredados, dois nobres (D. Jorge de Menezes e D. Simão Castelo Branco) e a vontade de se tornar um grande produtor de açúcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É recebido a flexadas pelos goitacás. O poderio das armas européias, no entanto, fazem a batalha pender para o lado dos portugueses. Como a chegada havia sido no dia 23 de maio, no calendário católico dedicado ao Espírito Santo, o povoado fundado é chamada de Vila do Espírito Santo.&lt;br /&gt;À semelhança do que acontece nas demais capitanias, uma das primeiras construções é um forte, o Fortim do Espírito Santo. A precaução, contudo, não surte a proteção desejada, uma vez que os aimorés não dão tregua aos invasores. A peleja leva o donatário a procurar terras mais seguras e, em 1551, a escolha recai sobre uma ilha para fundar a Vila Nova do Espírito Santo. Cheia de escarpas, é ali de fato que começa a colonização da capitania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vila anteriormente construída, de maneira bem prática, passa a ser chamada de Vila Velha e quem nela nasce hoje é chamado de canela verde, provável alusão às meias que os portugueses usavam, já que os povos indígenas chamavam os invasores de moab, os calçados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Vila Nova é dedicada ao cultivo de milho, daí surgiu o termo capixaba que se estende hoje a todos os nascidos no Estado, derivado do tupi kapi'xawa, terra de plantação. Os indígenas, não dispostos a fazer concessões aos invasores, atacam a ilha. Em menor número, porém com armas poderosas, os portugueses repelem os nativos e rebatizam a ilha de Vitória, nome pelo qual a capital do Estado é conhecida até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A peleja dura até 1558, quando os índios são derrotados. Nesse mesmo ano, é fundado pelo frei franciscano Pedro Palácios o Convento da Nossa Senhora das Alegrias, hoje conhecido por Convento da Penha por estar localizado num penhasco. Trata-se de um dos mais antigos santuários do país. A Nossa Senhora da Penha é a padroeira do Estado do Espírito Santo, cuja bandeira, de cores rosa, azul e branco, é inspirada na vestimenta dessa Nossa Senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Animado com a paz, o donatário Vasco Fernandes Coutinho cultiva cana-de-açúcar e monta engenhos para a produção de açúcar. Tem como aliado o padre jesuíta espanhol José de Anchieta. Nascido em 1534 das ilhas Canárias, um idealista tigre no horóscopo oriental, o neto de judeus convertidos havia sido enviado para estudar em Coimbra, uma vez que a inquisição espanhola era mais implacável que sua contraparte lusitana. Em 1551, aos 17 anos, o jovem que seria beatificado pelo papa João Paulo II como Apóstolo do Brasil ingressa na Companhia de Jesus como irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto finaliza seus estudos, o Provincial dos Jesuítas no Brasil, padre Manuel da Nóbrega, pede reforços para catequisar os índios. O Provincial da Ordem, Simão Rodrigues, indica, entre outros, José de Anchieta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1553, aos 19 anos, Anchieta chega ao Brasil. Um ano depois, participa da fundação do Colégio de São Paulo no planalto de Piratininga, núcleo do que viria a ser o maior centro econômico do país, a cidade de São Paulo. Apesar da escoliose (chamada na época de espinhela caída), faz andanças intensas pelo litoral do país. Em 1569, aos 35 anos, funda a cidade de Iritiba, onde viria a falecer em 1597, hoje Anchieta em sua homenagem. O caminho de 105 quilômetros que percorria duas vezes por mês entre a cidade e a ilha de Vitória, com paradas em Guarapari, Setiba, Ponta da Fruta e Barra do Jucu, atualmente é percorrido por peregrinos, à semelhança do que é feito na espanhola Santiago de Compostela. A Associação dos Passos de Anchieta (Abapa) organiza peregrinação anual realizada em junho (dados disponíveis em &lt;a href="http://www.abapa.org.br/"&gt;http://www.abapa.org.br/&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do reforço, anos depois da chegada, o donatário Vasco Fernandes Coutinho parte com a mesma nau para Portugal em busca de apoio, mas acaba desistindo do empreendimento devido aos conflitos que prosseguiam na capitania. A paz só viria no século XVII, após um ciclo de invasões de holandeses, ingleses, franceses, neerlandeses e piratas. Contudo, nesta época, a descoberta de ouro nas Minas Gerais, localizada a oeste e noroeste da capitania, levou o reino proibir a construção de estradas na intenção de criar uma barreira verde que impedisse o escoamento de ouro e pedras sem seu controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os incentivos só ressurgem após a Independência, em 1822, quando a região passa a ser pólo de cultivo de café à semelhança do Rio de Janeiro, localizado ao sul do Estado. Com o fim da escravidão, em 1889, as grandes fazendas da região, abandonadas, são divididas em pequenas glebas e vendidas, a partir do final do século XIX e início do século XX, a imigrantes europeus. Italianos, alemães e pomeranos (da extinta Pomerânia, hoje Polônia) partem de seus países em crise em busca de melhores condições de vida, estabelecendo-se na região serrana do Estado, com colinas e clima frio como a de seus países de origem (o clima predominante do estado é o tropical de altitude).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de 1960, o café cede espaço a tentativas de industrialização, resultando em marcas conhecidas nacionalmente, como chocolates Garoto e sapatos Pimpolho. Contudo, as reservas petrolíferas, de gás natural e de minerais, são hoje os principais produtos econômicos, escoados pelo Porto de Tubarão, localizado em Vitória. O Estado também é o maior produtor de rochas ornamentais do mundo, principalmente mármore e granito, sendo igualmente grande produtor de celulose, com imensas áreas de plantio de eucalipto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Setenta porcento da população tem ascendência italiana, mas na prática há muita miscigenação, causada sobretudo pela proximidade com a Bahia, que faz divisa com o Estado ao norte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8571213695768893141-3164871754628372385?l=narrativasdeviagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/feeds/3164871754628372385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/01/esprito-santo-um-pouco-de-histria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/3164871754628372385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8571213695768893141/posts/default/3164871754628372385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narrativasdeviagem.blogspot.com/2009/01/esprito-santo-um-pouco-de-histria.html' title='História: Espírito Santo'/><author><name>Monica Martinez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13743286677536740601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Q5cl_T-7zz4/SWIXHeyXI6I/AAAAAAAAAAM/iNLfMHTXIrM/S220/Monica.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
