
O vinho é uma das atrações da ilha da Madeira. Não é raro chegar a um restaurante e ser convidado a degustá-lo. Afinal, trata-se do principal produto de exportação local.
A tradição vem de longa data. Nos últimos cinco séculos, pequenos produtores têm se esmerado em cultivar videiras de forma artesanal nos “poios”, pequenos nacos de terra amparados por terraços situados nas encostas das montanhas.
À semelhança ao do Porto, o vinho é submetido ao processo de estufagem, aquecido a 50 graus durante 90 dias, findos os quais fica maturando em temperatura ambiente.
O método, que já era adotado pelos gregos, foi redescoberto durante o período das viagens marítimas dos portugueses, quando os vinhos embarcados nos porões dos navios, submetidos aos calores dos trópicos, voltavam melhor do que haviam ido.
A presença de ingleses na ilha fez com que o produto ganhasse fama mundial. Não por acaso, a independência dos Estados Unidos, em 1776, foi celebrada com este tipo de vinho.
Segundo o guia
Madeira e Porto Santo, são mais de 30 variedades de uvas usadas para o preparo do produto, que é encontrado nas versões seco, meio-seco, meio-doce e doce.
Da uva Sercial é feita boa parte dos vinhos secos. De cor clara, ele é servido como aperitivo.
A uva Verdelho é a base mais comum do vinho Madeira meio-seco. De cor dourada, é recomendado para acompanhar refeições.
Já a uva Boal é o segredo do vinho meio-doce, indicado para acompanhar assados e sobremesas.
Da casta Malvásia se produz o vinho doce. Vermelho intenso, mais encorpado e perfumado, ele é ideal para ser servido após a sobremesa, à semelhança do vinho do Porto.
Qualquer que seja a escolha, o vinho Madeira é melhor apreciado em taças mais fechada na borda, que permitem preservar seu buquê.
Quem visita a ilha entre agosto e outubro pode participar das colheitas e quem lá estiver em Setembro, da Festa do Vinho Madeira.
Fora desta data, basta uma ida ao supermercado ou a uma casa de vinhos para trazer na bagagem (a despachada, não a de mão) a iguaria que faz muito sucesso entre brasileiros. Há garrafas a partir de € 5.
Texto:
Monica Martinez
Foto:
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